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Por Daniel dos Santos
Por conta de uma falha global relacionada ao sistema da Microsoft e a uma atualização do software de segurança da empresa CrowdStrike, o mundo enfrenta hoje um apagão cibernético que tirou do ar milhões de computadores (que exibiram a famosa “tela azul da morte” do Windows), provocou atrasos em vôos e indisponibilidade em sistemas bancários e do mercado financeiro, entre outros transtornos, inclusive no Brasil.
Clientes do Bradesco que tentaram acessar o aplicativo do banco hoje cedo, por exemplo, receberam uma mensagem de indisponibilidade (foto abaixo) explicando que o sistema estava fora do ar por conta do apagão cibernético global. “Estou tentando acessar minha conta desde cedo, mas não consigo”, conta a administradora de empresas Yani Rodovalho.
“Foi um caos”, conta Gabriela Barssottini, sócia fundadora da S6 Investimentos. “Os clientes começaram a entrar em contato dizendo que os bancos estavam fora do ar, que não estavam conseguindo colocar as ordens de compra e venda de ações”, lembra ela. “Depois disso, estamos até repensando com nosso departamento de TI algumas questões associadas ao uso da nuvem (cloud computing) e da sua disponibilidade”, conta Gabriela, que passou a madrugada de ontem para hoje acompanhando (e resolvendo) com seu departamento de TI os problemas gerados pela pane.
O que causou o apagão
Segundo Luciano Alves (foto abaixo), CEO da Zabbix, especialista em segurança cibernética e monitoramento de redes, a CrowdStrike, empresa de segurança que atende as empresas afetadas, enviou uma atualização com erro para o sistema operacional Windows, o que causou a famosa “tela azul da morte”, ou seja, milhões de computadores travaram.
“Cada computador, seja uma estação de trabalho de um atendente da companhia aérea ou um sistema na nuvem que utiliza a plataforma Windows e tem instalado esse software de proteção, parou de funcionar, com impactos gigantescos”, explica Alves.
O especialista acredita que o problema poderia ter sido evitado com um controle maior sobre os processos. “Quando olhamos para esses processos que existem na área de tecnologia, uma boa prática é fazer atualização em grupos de computadores específicos, não em toda a massa que nós temos, não em milhões de computadores. Pegamos uma centena deles e aplicamos essa atualização no ambiente controlado”, ressalta. “Se a gente não teve problema, aí sim aplica em larga escala”, completa.
Ele lembra que nesse mundo cada vez mais conectado, todos nós somos afetados de alguma forma. “Os nossos serviços não foram afetados, mas os nossos clientes foram e isso de certa forma nos afeta também”, ressalta.
O papel da IA
A CrowdStrike, empresa responsável pelas atualizações com problemas que gerou a pane mundial, utiliza algoritmos de inteligência artificial para decidir qual atualização deve ser aplicada em cada sistema. “Isso levanta a questão se isso é supervisionado ou não é… Eu tenho algum tipo de validação do que a inteligência artificial decide? Temos que entender qual foi o papel da inteligência artificial nesse processo”, completa Alves.
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