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O que você precisa saber sobre IA generativa

Tire suas dúvidas a respeito do que é essa tecnologia e a maneira de usá-la e veja se as preocupações se justificam

30/10/2023

O que você precisa saber sobre IA generativa
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Por redação AIoT Brasil

Logo depois do ruidoso lançamento do ChatGPT, em 29 de agosto do ano passado, o conceito de inteligência artificial generativa conquistou um enorme espaço nos meios de comunicação e se tornou tema comum em debates inflamados. E não é para menos. A espantosa capacidade do chatbot desenvolvido pela OpenAI, especialmente na produção automática de textos de boa qualidade e na criação de imagens, surpreendeu muita gente e, ao mesmo tempo, causou euforia e temor a respeito do seu potencial.

Mas, afinal, mesmo entre os usuários das novas ferramentas como o ChatGPT, o Bing da Microsoft, o Bard do Google e vários outros, será que todos sabem mesmo o que é IA generativa? Para começar, vale explicar o significado do termo “generativa”: é, simplesmente, o que gera ou tem a propriedade de gerar. Quando envolve IA, “generativa” se refere à capacidade de se criar um conjunto infinito de frases, imagens e vídeos com base em um conjunto finito de informações.

É como se todo o conhecimento, as informações e as representações disponíveis no mundo fossem postas na mão do usuário para o seu uso irrestrito – o que não é pouca coisa. Para isso é preciso, em primeiro lugar, que o criador da IA generativa tenha recursos e tecnologia suficientes para colher essas informações e organizá-las em um banco de dados gigantesco e, depois, treinar o bot e permitir que tudo isso que fique disponível para o utilizador – o que também não é pouca coisa.

E tem mais a saber, como você verá a seguir no infográfico e nas dez questões que preparamos para esclarecer algumas dúvidas (importante: nenhuma das respostas foi dada pelo ChatGPT).

1. O que é IA generativa?
É, basicamente, o uso dos recursos de inteligência artificial para criar conteúdo em forma de texto, imagens, música, áudio e vídeos. A IA generativa usa grandes modelos de IA para oferecer respostas às mais diferentes perguntas, classificar dados e realizar tarefas.

2. Como funciona a IA generativa?
A IA generativa usa um modelo de aprendizado de máquina para aprender os padrões e as relações em um conjunto de dados de um conteúdo criado por humanos para, em seguida, usar esses padrões para gerar outro conteúdo.

3. O que são redes neurais?
Uma das bases da IA generativa, representam um método de IA que ensina um computador a processar dados como se fosse uma pessoa, por meio de aprendizado profundo, em um processo que usa nós, ou neurônios, conectados em uma estrutura de camadas que se assemelha ao cérebro humano.

4. Quais são os principais chatbots de IA generativa?
O mais conhecido é o ChatGPT, desenvolvido pela OpenAI, uma empresa criada há apenas oito anos como uma organização sem fins lucrativos, mas que dois anos depois já se tornava comercial. Entre os seus fundadores estavam nada mais, nada menos do que Elon Musk, dono da Tesla e da SpaceX; Reid Hoffman, um dos criadores do LinkedIn, e Peter Thiel, cofundador da Paypal e da Palantir.

Além desse, do Bing e do Bard, disputam o mercado também o Dall-E (da OpenAI), GitHub Copilot (Microsoft), YouChat (Salesforce), StableLM (Stability AI), Poe (Quora), ChatSonic (Write Sonic), Bloom, Jasper.ai, Copy.ai, Perplexity AI, Replika e CharacterAI, entre outros, cada um com capacidades específicas.

5. Por que a IA generativa causou tanto impacto no mercado?
Pela sua quase inesgotável capacidade de uso, desde a redação de um trabalho escolar e uma tese acadêmica “nota 10” até a criação de um algoritmo de IA. No meio desses extremos, a tecnologia pode ser aplicada em áreas como games, arte e design, criação de conteúdo, tradução automática, reconhecimento de voz, marketing e publicidade, recursos humanos, vendas, e, sobretudo, responder a perguntas, entre inúmeras outras aplicações.

6. A IA generativa vai roubar empregos?
Sem dúvida, na medida em que é capaz de automatizar tarefas que requerem mão de obra intensiva ou burocrática. Mas também vai criar alternativas interessantes, como a possibilidade de utilização do tempo em ocupações mais produtivas e atraentes, e certamente abrirá espaço para novos postos de trabalho na área de tecnologia.

7. Quais são as profissões mais atingidas pela IA generativa?
Ainda não há consenso a respeito dessa questão, mas estudos indicam que, segundo a ideia de que o feitiço pode virar contra o feiticeiro, os profissionais de tecnologia como programadores, analistas de dados e até engenheiros de software podem ser prejudicados. O golpe mais evidente parece ser dirigido à área de comunicação, com redatores, designers e publicitários sendo substituídos pela IA. Também são apontados riscos para professores, analistas de mercado, assistentes jurídicos, consultores financeiros e profissionais que cuidam de atendimento a clientes. Contudo, ainda é cedo para conclusões definitivas. É esperar para ver e, ao mesmo tempo, aprender como a IA generativa pode contribuir para aprimorar as habilidades do profissional e torná-lo mais brilhante e produtivo.

8. O medo da IA generativa se justifica?
Em certa medida, sim. Uma das preocupações se relaciona ao item anterior, de extinção de empregos. Além disso, a garantia de privacidade se torna mais frágil à medida que a tecnologia tem acesso crescente aos dados e à vida das pessoas, ao monitorar tudo o que ela faz, escreve e publica. Outro risco é o uso da IA generativa para a desinformação, o que envolve desde notícias falsas e imagens manipuladas que podem ser utilizadas ilicitamente até a possibilidade de prejuízos maiores, como a aplicação inadequada em campanhas políticas e na disseminação de informações não comprovadas, como as que são contra as vacinas. O risco da IA generativa é diretamente proporcional ao seu poder.

9. Como você pode usar a IA generativa?
Uma das características marcantes da tecnologia é a sua amplitude de uso, que se estende desde uma grande corporação até o cidadão comum. Nesse último caso, a IA generativa pode ser muito útil para responder perguntas, buscar informações de um livro, filme ou série, escrever um texto e mil e uma outras aplicações. O melhor a fazer é usá-la sem receio e aproveitar todas as suas possibilidades. Pergunte, por exemplo, o que diferencia direita e esquerda em política ou quem veio primeiro, o ovo ou a galinha. Com certeza, você terá uma resposta.

10. A IA generativa é hype ou veio para ficar?
Veio para ficar, definitivamente. Quando ocorre um avanço tecnológico tão significativo, é impossível frear sua evolução. A única alternativa é ficar atento ao seu desenvolvimento e entender as maneiras de tirar proveito de tudo o que tem de positivo.

 

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#chatbot#ChatGPT#generativa#IA generativa#inteligência artificial generativa#open AI

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