“Lixo gerado por IA” já representa 20% dos vídeos no Youtube
Estudo revela que conteúdo de baixa qualidade está saturando as redes sociais e gera uma receita de US$ 117 milhões por ano
20/01/202624/11/2025

*Foto: Produtores de funk e representantes da OpenAI no Museu das Favelas
Por Ricardo Marques da Silva
O Crias.BR, uma atividade realizada por profissionais do setor criativo na semana passada no Museu das Favelas, em São Paulo, abriu oficialmente um projeto desenvolvido por meio de uma parceria entre a OpenAI e um grupo de músicos e produtores. O objetivo é promover uma série de oficinas e workshops para qualificar jovens de comunidades periféricas em ferramentas de inteligência artificial, com uma programação presencial e online.
Chamado de Mutirão.AI, o projeto faz parte do plano de expansão da OpenA no Brasil e tem o apoio de produtoras de funk como KondZilla, GR6 e Flint. De acordo com os organizadores, a iniciativa pretende ampliar o acesso à tecnologia em regiões em que a inovação aparece de forma espontânea na cultura local, especialmente por meio da música e da cultura hip hop.
A ideia é mostrar, por exemplo, como as ferramentas de IA podem ser aplicadas na criação musical, na produção audiovisual e na abertura de negócios. “O funk nasceu da criatividade de quem nunca teve acesso à tecnologia e agora está usando a tecnologia para contar suas próprias histórias. Essa parceria com a OpenAI, a GR6 e a Flint mostra que o futuro é coletivo, inclusivo e periférico. A favela sempre foi inovação”, disse Konrad Dantas, fundador da KondZilla.
Rodrigo Oliveira, presidente da GR6, afirmou que a combinação entre cultura periférica e tecnologia representa um momento de virada para os jovens das comunidades: “Estamos diante de uma revolução. A inteligência artificial não substitui o talento, mas potencializa o alcance e a voz de quem antes era invisível. Essa parceria simboliza o novo ciclo do funk: um movimento que nasce da quebrada e se conecta com o mundo por meio da tecnologia”.
Varun Shetty, vice-presidente de parcerias da OpenAI, veio ao Brasil especialmente para o lançamento e disse que a IA é uma ferramenta de empoderamento. “Quando o acesso é democrático, a tecnologia fortalece vozes, talentos e negócios criativos. Em uma sociedade tão engajada e altamente criativa como o Brasil, o impacto positivo cresce ainda mais quando aproximamos a tecnologia das comunidades que mais inovam, podendo adicionar impacto real no futuro do país”, afirmou.
No evento realizado no Museu das Favelas, estiveram presentes Tico Fernandes, da KondZilla, e Christian Rôças, da Flint, além de Paulo Aguiar, Thais Martan e Wendell Nunes. Nas próximas edições presenciais, previstas para 2026, deverão participar os músicos Lexa, Kevinho, Livinho, MC Davi, MC Don Juan e MC Hariel, que, ao lado de especialistas em IA, vão promover imersões em tecnologia para o desenvolvimento de conteúdo, a fim de capacitar jovens em IA e negócios criativos.
#comunidades periféricas#funk#hip hop#inteligência artificial#Museu das Favelas#Mutirão.AI#negócios criativos#tecnologias digitais#workshops

Estudo revela que conteúdo de baixa qualidade está saturando as redes sociais e gera uma receita de US$ 117 milhões por ano
20/01/2026
Produção do vídeo de pouco mais de 2 minutos mobilizou uma equipe de 80 pessoas do estúdio Illogic durante um ano
22/12/2025
Negócio levará personagens da Disney à ferramenta de IA Sora, prevê um investimento de US$ 1 bilhão em ações da OpenAI e assegura os direitos autorais na geração de vídeos
17/12/2025