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22/12/202520/01/2026

*Foto: imagem do canal Bandar Apna Dost
Por redação AIoT Brasil
Mais de 20% dos vídeos que o algoritmo do YouTube mostra para os seus novos usuários são “lixo de IA”, ou seja, conteúdo de baixa qualidade projetado para acumular visualizações. Essa foi a conclusão de uma pesquisa feita pela empresa de edição de vídeo Kapwing, que analisou 15 mil canais populares no YouTube em todo o mundo, entre os 100 melhores em cada país, e descobriu que parte deles publica apenas conteúdo sem relevância gerado por IA.
De acordo com o jornal britânico The Guardian, juntos, esses canais de IA para conteúdo amador já somam mais de 63 bilhões de visualizações e 221 milhões de inscritos e geram uma receita anual de cerca de US$ 117 milhões. Os pesquisadores verificaram que um terço dos vídeos era de má qualidade ou criado para monetizar a publicação.
“Os resultados representam um panorama de um setor em rápida expansão que está saturando as principais plataformas de mídia social, do X à Meta e ao YouTube, e definindo uma nova era de conteúdo: descontextualizado, viciante e internacional”, afirmaram. O próprio The Guardian fez uma pesquisa que identificou que quase 10% dos canais de crescimento mais rápido no YouTube eram gerados por IA, apesar dos esforços da plataforma para conter conteúdo falso.
Os especialistas da Kapwing destacaram que os canais produzidos com IA têm distribuição e audiência global e contam 20 milhões de inscritos na Espanha, ou quase metade da população do país; 18 milhões no Egito, 14,5 milhões nos Estados Unidos e 13,5 milhões no Brasil. “O canal Bandar Apna Dost, por exemplo, o mais assistido no estudo, é sediado na Índia e já acumula 2,4 bilhões de visualizações. Apresenta as aventuras de um macaco antropomórfico e um personagem musculoso inspirado no Incrível Hulk, que luta contra demônios e viaja em um helicóptero feito de tomates. A Kapwing estimou que o canal fatura até US$ 4,25 milhões”, afirmou a reportagem do Guardian.
Outros canais obtêm resultados semelhantes, como o Pouty Frenchie, de Singapura, que tem 2 bilhões de visualizações e é dirigido a crianças; o Cuentos Facinantes, com sede nos EUA, com 6,6 milhões de inscritos, e The AI World, com sede no Paquistão, que apresenta vídeos curtos gerados por IA que mostram inundações catastróficas no país e acumula 1,3 bilhão de visualizações. Ao Guardian, um porta-voz do YouTube afirmou: “Como qualquer ferramenta, a IA generativa pode ser usada para criar conteúdo de alta ou baixa qualidade. Todo o conteúdo enviado ao YouTube deve estar em conformidade com nossas diretrizes e, se constatarmos que algum vídeo viola uma política, nós o removemos”.
#IA generativa#lixo de IA#YouTube

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