Ferramentas de IA terão papel fundamental na Copa do Mundo
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16/03/202609/12/2025

*Foto: reprodução Fifa
Por Ricardo Marques da Silva
Campeã mundial em 1966, a seleção de futebol da Inglaterra vem sendo apontada como uma das favoritas na Copa de 2026 e, para repetir a conquista depois de 60 anos, vai contar com uma ajuda importante: a inteligência artificial. A tecnologia vem sendo usada de várias maneiras na preparação da equipe, desde o conhecimento detalhado da maneira como os adversários batem pênaltis até a identificação de padrões táticos.
É evidente que a aplicação de ferramentas de IA já se tornou comum nos esportes, principalmente na elaboração de estatísticas e na preparação física, mas tudo indica que a seleção inglesa, dirigida pelo técnico alemão Thomas Tuchel, está um passo à frente. De acordo com a BBC, além da equipe técnica, foram convocados analistas, cientistas de dados e especialistas em desenvolvimento de software que dispõem de muitos recursos para ajudar a melhorar o desempenho dos jogadores.
Algumas dessas ferramentas foram desenvolvidas internamente pela English Football Association (FA), outras, adquiridas de empresas de tecnologia externas, e vêm sendo usadas para analisar dados, encontrar informações relevantes e criar apresentações para o treinador e o time. A intenção é ajudar os jogadores a tomar decisões mais acertadas em campo em situações como, por exemplo, bater e defender pênaltis.
“Nessa Copa do Mundo, teremos de analisar informações de 47 equipes”, lembrou Rhys Long, que desde 2016 é o chefe de análises e insights de desempenho da federação inglesa. “A IA pode mostrar certas tendências a respeito de onde os jogadores adversários batem seus pênaltis e de como os goleiros tentam defendê-los. Antes, levávamos cinco dias para coletar informações sobre as cobranças de pênalti de um time. Com a IA, agora podemos reduzir esse tempo para cerca de cinco horas. Depois, basta uma conversa de cinco minutos com o nosso goleiro, para que ele, com sorte, defenda um pênalti”, disse Long à BBC.
A reportagem da BBC afirmou que, desde a chegada de Rhys Long, o desempenho da Inglaterra em cobranças de pênalti melhorou significativamente. Nas partidas que disputou desde 2020, a seleção inglesa converteu 23 dos 27 pênaltis cobrados, o que é um aproveitamento acima da média.
“Os jogadores estão cada vez mais atentos à interpretação de seus próprios dados. A quantidade de informações que estamos tentando processar explodiu. É preciso filtrar todas essas informações para ter uma boa conversa com um treinador e depois com um jogador. É um trabalho de tradução”, explicou Long.”
O zagueiro Conor Coady, que jogou na seleção na Euro 2020 e na Copa do Mundo de 2022, concorda que a IA ajuda a reduzir a pressão psicológica sobre os jogadores na hora de bater faltas e pênaltis. “Tivemos uma reunião importante antes do Campeonato Europeu, e um diagrama mostrava onde você tinha mais chances de marcar um gol, e então eles davam informações individualizadas para nós. A questão dos pênaltis realmente me abriu os olhos”, afirmou.
Rhys Long destaca, porém, que a IA não é uma solução mágica nem substitui o brilho de um craque capaz de definir um jogo decisivo. “A IA tornará tudo muito mais eficiente, mas é preciso ter pessoas que realmente saibam como usar essa nova tecnologia muito bem. Não vamos substituir o talento do jogador. Trata-se de aprimorar sua capacidade, e se conseguirmos que os treinadores utilizem a tecnologia de forma eficaz, então teremos uma boa vantagem competitiva que pode nos ajudar a alcançar o objetivo”, acrescentou.
#Copa do Mundo 2026#desempenho dos jogadores#inteligência artificial

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