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05/03/202610/03/2026

Por Ricardo Marques da Silva
Lançado em fevereiro pela Moonshot AI, o modelo multimodal de código aberto Kimi K2.5 é mais um reforço de peso na disputa travada entre a China e os Estados Unidos pelo mercado de chatbots de inteligência artificial. Assim como aconteceu com a família Qwen, apresentada pela Alibaba em 2024, e com o R1 da DeepSeek, que chegou em janeiro do ano passado, o Kimi K2.5 surpreendeu os especialistas e foi equiparado a sistemas de ponta, como o Claude Opus, da Anthropic, com uma diferença significativa: para desenvolvedores, o modelo chinês custa um sétimo do preço do rival norte-americano.
O Kimi K2.5 transforma texto e elementos visuais em código pronto para produção, potencializa fluxos de trabalho de agentes em massa e oferece resultados de nível especializado por meio de um único modelo unificado. Construído como um sistema multimodal nativo, converte entradas de texto, imagens e vídeos em código front-end funcional.
Ao avaliar a capacidade do Kimi K2.5, um artigo da MIT Technology Review exaltou a evolução dos modelos desenvolvidos na China e afirmou: “Um estudo recente do MIT constatou que os modelos chineses de código aberto superaram os modelos dos Estados Unidos em downloads totais. Para desenvolvedores e construtores no mundo todo, o acesso a capacidades de IA próximas à fronteira nunca foi tão amplo nem tão acessível”.
As métricas de desempenho apresentadas pela Moonshot AI são realmente impressionantes. Nos testes de benchmark divulgados pela startup, o Kimi K2.5 não se limitou a igualar os outros modelos proprietários e, em muitos casos, deixou-os para trás. Em programação, por exemplo, o novo modelo chinês superou o Gemini 3 Pro no teste SWE-Bench Verified e obteve pontuações superiores às do GPT 5.2 no SWE-Bench Multilingual.
Na avaliação da MIT Technology Review, longe de ser um movimento isolado, o lançamento de IAs chinesas de código aberto tão poderosas quanto as similares norte-americanas representa uma política bem definida, que injetou confiança em um setor há muito acostumado a seguir padrões globais, em vez de defini-los. “Depois que o ChatGPT entrou no mainstream, o setor de IA da China passou por um acerto de contas e saiu determinado a alcançar os líderes. A decisão de adotar uma estratégia de código aberto foi vista como a forma mais rápida de fechar a lacuna, mobilizando desenvolvedores, espalhando adoção e definindo padrões. Os modelos chineses de código aberto estão liderando não apenas em volume de downloads, mas também em variedade”, disse a revista do MIT.
#big techs#chatbots#código aberto#DeepSeek#IAs chinesas#inteligência artificial#Kimi K2.5#Qwen

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