Unesp usa IA para mapear áreas de risco no litoral paulista
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06/02/202502/05/2024
Por redação AIoT Brasil
A partir deste ano, a região metropolitana de São Paulo deverá registrar uma queda entre 7,5% e 8,2% na média de chuvas, na comparação com o período de 1980 a 2014, embora possa ser atingida por eventos extremos de curta duração, com muita precipitação em poucas horas. Essa previsão foi feita pelo centro de pesquisa, tecnologia e inovação Lactec, que tem sede em Curitiba (PR), por meio do estudo “Caracterização de eventos extremos de precipitação em bacias do SIN e projeções futuras com base em cenários de mudanças climáticas”, que segue em curso e será finalizado em janeiro de 2025.
A pesquisa aplicou recursos de inteligência artificial para avaliar dados históricos do clima e, por meio do modelo Weather Research and Forecasting, realizar o detalhamento por regiões, considerando uma série de acumulados mensais de chuva. O estudo faz parte de um conjunto de análises de 115 bacias hidrográficas próximas das usinas hidrelétricas que compõem o Sistema Interligado Nacional, para caracterizar eventos extremos e fazer projeções relacionadas aos impactos do aquecimento global.
João Paulo Jankowski Saboia, pesquisador do Lactec responsável pela pesquisa, disse que a ferramenta de IA pode apoiar toda a rede de concessionárias de energia, ao oferecer subsídios para avaliar a maneira como o sistema elétrico nacional pode ser afetado pelas mudanças climáticas. Ele explicou que o projeto se encontra na fase 6 e trabalha com mais de 70 modelos climáticos: “Os diferentes cenários presentes nesse programa possuem relação com variadas trajetórias socioeconômicas futuras, que consideram diversas condições de emissões de gases do efeito estufa, das mais conservadoras às mais extremas. Em nosso trabalho, foram escolhidos os cenários de emissão moderada e emissão extrema”.
As médias de chuva foram calculadas por meio de projeções climáticas com base em cenários que compõem o Projeto de Intercomparação de Modelos Acoplados, uma estrutura colaborativa do Programa Mundial de Pesquisas Climáticas, concebida para compartilhar conhecimento a respeito do clima global. Os pesquisadores usaram técnicas de IA e aprendizado de máquina como ferramentas de suporte para a compreensão dos eventos climáticos extremos, como os fenômenos El Niño e La Niña.
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