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25/02/202602/12/2025

Por redação AIoT Brasil
Não se trata mais de pensar no futuro: um estudo do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) concluiu que nos Estados Unidos a IA já é capaz de substituir 11,7% da força de trabalho, o que corresponde a até US$ 1,2 trilhão em salários nos setores como RH, finanças, saúde e serviços profissionais. A pesquisa utilizou uma ferramenta de simulação chamada Índice Iceberg, criada pelo MIT e pelo Laboratório Nacional de Oak Ridge, que oferece uma visão prospectiva de como a tecnologia pode remodelar os empregos não apenas nos polos tecnológicos, mas em todos os setores.
De acordo com o estudo, a “ponta visível do iceberg” – ou seja, as demissões e mudanças de função em tecnologia, computação e tecnologia da informação – representa apenas 2,2% da exposição total dos salários, ou cerca de US$ 211 bilhões. “Abaixo dessa superfície está a exposição total, o US$ 1,2 trilhão em salários que incluem funções rotineiras em recursos humanos, logística, finanças e administração de escritórios, áreas que às vezes são negligenciadas nas previsões de automação”, disseram os pesquisadores.
O Índice Iceberg localizou e avaliou as condições dos 151 milhões de trabalhadores norte-americanos como agentes individuais, cada um devidamente identificado com base em habilidades, tarefas, ocupação e localização. A ferramenta mapeou mais de 32 mil habilidades em 923 ocupações em várias regiões, para saber onde os sistemas de IA atuais já conseguem executar o trabalho humano.
Prasanna Balaprakash, diretor do Laboratório de Oak Ridge e colíder da pesquisa, explicou que o índice revela como a IA remodela tarefas, habilidades e fluxos de trabalho muito antes que essas mudanças apareçam na economia real. “Basicamente, estamos criando um gêmeo digital para o mercado de trabalho nos Estados Unidos”, afirmou.
Para DeAndrea Salvador, senadora estadual da Carolina do Norte que trabalhou com o MIT no projeto, o diferencial do índice é a capacidade de mostrar efeitos da IA que as ferramentas tradicionais não detectam: “Uma das coisas que você pode fazer é analisar dados específicos de uma região para dizer quais são as habilidades que estão sendo usadas atualmente e, em seguida, comparar essas habilidades com a probabilidade de serem automatizadas. Dessa maneira, descobrimos o que isso poderia significar em termos de mudanças no emprego ou no PIB nessa área”.
O relatório do MIT destacou que o Índice Iceberg vai permitir que formuladores de políticas e líderes empresariais identifiquem pontos críticos de exposição do emprego, priorizem investimentos em treinamento e infraestrutura e testem intervenções antes de comprometer bilhões de dólares na implementação de projetos às vezes ineficazes.
#emprego#força de trabalho#gêmeo digital#Índice Iceberg

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