O poder da IA na infraestrutura das redes
À medida que as empresas ganham confiança na qualidade dos dados e na confiabilidade das análises geradas, torna-se possível avançar para níveis mais elevados de autonomia
25/05/202620/04/2022

Por Bruno Rezende*
Um bom trabalho de marketing é aquele que faz parecer simples algo que é extremamente complexo: aproximar a marca de seu público. Campanhas inteligentes e bem planejadas têm a capacidade de estreitar o relacionamento com os clientes, alinhando a comunicação aos desejos das pessoas. Alcançar esse status requer muita preparação e, principalmente, análise acurada dos mais diferentes tipos de dados. Sem esses insights, é inviável imaginar qualquer tipo de iniciativa bem-sucedida na área. Em suma: a inteligência de dados e o marketing precisam estar lado a lado para que a empresa possa alcançar o resultado esperado em seu planejamento.
Ter dados relevantes em mãos pode potencializar qualquer tipo de negócio. A pesquisa Evolution Report Latam, conduzida pela MIT Technology Review em 2019, já mostrava que nove em cada dez líderes de organizações latino-americanos concordavam que as informações melhoram as decisões de negócios e que a coleta adequada deve fazer parte do crescimento da empresa.
Coletar, tratar e cruzar os mais diferentes tipos de dados não chega a ser uma tarefa nova para a maioria das corporações, evidentemente. É comum que as empresas utilizem informações, em partes ou em sua totalidade, para embasar algumas decisões. A questão é que o volume de dados disponível cresceu exponencialmente, o que obriga novas abordagens e formas de lidar com essa informação disponível. Nas campanhas de marketing, não basta pegar as informações superficiais sobre o público consumidor e acreditar que está tudo bem. É necessário que a área tenha uma cultura data driven, isto é, busque as melhores informações para complementar seu trabalho e ter mais precisão nas campanhas.
Até porque aquela imagem do marketing como uma área exclusivamente criativa não existe há algum tempo. Os profissionais da área dependem da inteligência dos dados para ter uma visão mais completa de seus afazeres e objetivos. Se um empreendedor não pode administrar sua empresa na base do achismo, o responsável pelas campanhas de relacionamento e engajamento também não pode embasar suas escolhas naquilo que ele imagina que as pessoas gostam. Ainda que lide com narrativas, subjetividade e desejos, iniciativas de marketing precisam combinar informações para saber o que, de fato, cada consumidor espera da marca.
Mas como isso é possível? O passo mais importante é contar com as ferramentas adequadas para isso. Atualmente, a inteligência de dados precisa incorporar elementos da inteligência artificial. Quando utilizadas de forma adequada, essas tecnologias abrem um novo mundo de oportunidades, uma vez que são capazes de apresentar diferentes informações e criar modelos que alavancam os resultados da área do marketing. Se o objetivo é saber o desempenho econômico de uma determinada região, basta fazer análises de geolocalização. Informações setoriais podem ser cruzadas com informações demográficas, sociais, entre outras – e tudo graças à automatização possível com IA.
Os dados não foram chamados de “novo petróleo” à toa. Eles são os principais ativos de uma empresa atualmente porque é a partir deles que todos os processos e iniciativas surgem e se desdobram. A presença deles na estrutura de um negócio se espalhou de tal forma que, hoje, nenhuma área consegue sobreviver por muito tempo sem a análise acurada das informações. Isso vale para gestão, finanças, operações e, claro, marketing. Em um cenário de constante mudança, ter mais inteligência de dados nas decisões de marketing é meio caminho andado para entregar aquilo que as pessoas querem, esperam e desejam.
*Bruno Rezende é CEO da 4intelligence, startup de soluções que apoiam a tomada de decisão por meio da análise de dados
#4intelligence#IA#marketing#transformação digital

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