Inteligência artificial no Brasil: rumo à soberania digital
Com recursos naturais abundantes e localização estratégica, o país se posiciona como um ator estratégico no ecossistema
02/03/2026Por Marcio Aguiar03/03/2026Por Samir Vani

O smartphone como o conhecemos está passando por sua transformação mais profunda desde o surgimento das telas multitoque. Se nos últimos dois anos o foco foi colocar “ferramentas de IA” no aparelho, 2026 marca a transição para a IA Agêntica (Agentic AI). Mas o que isso muda na sua vida? E quais tecnologias estão tornando isso possível? Enumerei algumas que estão despontando e também o que poderá chegar em um futuro próximo.
Em meados de 2025 falei sobre como a IA agêntica pode aumentar a produtividade, reduzir custos e criar soluções inéditas. Em 2026, a tendência é que isso chegue aos celulares. Os smartphones vão deixar de ser reativos para se tornarem proativos. Graças ao amadurecimento das NPUs (Unidades de Processamento Neural) de alto desempenho — como as que veremos em novos chipsets de ponta este ano — os dispositivos agora conseguem executar fluxos de trabalho completos de forma autônoma.
Imagine um smartphone que, ao perceber um atraso no seu voo através de um e-mail, se antecipa e sugere a reprogramação do seu transporte por aplicativo e avisa o hotel, tudo processado localmente para garantir sua total privacidade.
No campo visual, a CES 2026 mostrou que as bordas estão com os dias contados. Novas tecnologias de painéis AMOLED estão atingindo marcos impressionantes, com molduras ultra estreitas de apenas 0,8 mm em todos os lados. Além disso, a eficiência energética desses displays evoluiu com o uso de novas tecnologias de fluorescência, permitindo brilho intenso com consumo de bateria reduzido, algo essencial para suportar o processamento constante de IA.
Não existe IA potente sem uma conexão à altura. Em 2026, o 5G-Advanced (ou 5.5G) finalmente se torna realidade comercial em larga escala. Esta evolução não traz apenas mais velocidade (atingindo picos de 10Gbps); ela oferece alta confiabilidade e baixa latência de apenas 4 ms (milisegundos), permitindo que o smartphone se conecte de forma estável até em áreas de altíssima densidade ou movimento, como estádios ou trens de alta velocidade.
Para finalizar, minha aposta para o que veremos chegar às mãos dos consumidores até o final deste ano é o início do ecossistema Wi-Fi 8. Mais do que buscar recordes de velocidade bruta, o Wi-Fi 8 — encabeçado por novas famílias de chips como o Filogic 8000 — foca na confiabilidade total.
Diferente das gerações anteriores, o Wi-Fi 8 utiliza coordenação multi-ponto (Multi-AP) e tecnologias como o Coordinated Beamforming para garantir que o seu celular não perca sinal mesmo em ambientes congestionados por dezenas de outros dispositivos. É a peça que faltava para que a casa inteligente e o escritório do futuro funcionem sem engasgos.
Portanto, em 2026, o smartphone terá o início de uma era como agente proativo. Essa evolução une o processamento local de IA à ultra-confiabilidade do Wi-Fi, garantindo uma experiência fluida, inteligente e sem interrupções. O dispositivo móvel deixará de ser apenas potente para se tornar um parceiro consciente e resiliente, orquestrando sua rotina de forma autônoma para que possamos focar no que realmente importa.
Samir Vani é diretor de desenvolvimento de negócios da MediaTek para a América Latina
#IA agêntica#smartphones#tela#Wi-Fi 8

Com recursos naturais abundantes e localização estratégica, o país se posiciona como um ator estratégico no ecossistema
02/03/2026Por Marcio Aguiar
AIoT deixou de ser tema de inovação cosmética e virou imperativo competitivo. A empresa que integra sensores, conectividade, borda, dados e modelos transforma custos em decisão e decisão em execução
23/02/2026Por Roger Finger
Este ano será menos sobre o que a IA pode fazer e mais sobre quem consegue fazer a IA acontecer. Isso exige visão, disciplina e execução, três atributos que definirão a competitividade na próxima década
28/01/2026Por Marcus Piombo