Ataque à plataforma Canvas viola dados de milhões de usuários
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12/05/202622/04/2026

Por redação AIoT Brasil
A estratégia não é nova, mas continua eficiente, principalmente com a ajuda da IA. Mesmo com o avanço das ferramentas de cibersegurança, o phishing (golpe que faz com que as pessoas baixem arquivos nocivos e forneçam informações sigilosas) faz milhões de vítimas nas empresas ou em casa. O motivo vai além da tecnologia: em muitos casos, as brechas continuam no comportamento humano e na forma como as organizações tratam a segurança no dia a dia.
Um levantamento da KnowBe4, plataforma que aborda a gestão de riscos humanos e de IA com agentes, reforça esse cenário. A empresa analisou 67,7 milhões de simulações de phishing realizadas com 14,5 milhões de usuários em mais de 62 mil organizações no mundo. Antes de qualquer treinamento em segurança, 33,1% dos usuários clicam em links ou interagem com mensagens de phishing simuladas.
“Os criminosos têm usado a Inteligência Artificial principalmente para tornar os ataques mais convincentes, personalizados e escaláveis. Hoje, a IA permite criar e-mails de phishing muito mais bem escritos, sem erros e adaptados ao contexto da vítima, o que aumenta significativamente as chances de engajamento”, afirma Rafael Peruch, consultor técnico CISO da KnowBe4.
Além disso, essas ferramentas ajudam a simular comunicações internas com mais precisão, replicando o tom de áreas como RH, financeiro ou liderança – exatamente os tipos de mensagens que costumam gerar mais cliques. A IA também facilita a automação desses ataques em larga escala, permitindo que campanhas sejam rapidamente ajustadas e testadas.
Para a KnowBe4, o dado mostra que o problema não está apenas na sofisticação dos ataques, mas também em falhas recorrentes dentro das próprias organizações. A partir dessa base, a KnowBe4 mapeou cinco pontos cegos que ajudam a explicar por que o phishing continua funcionando.
Segundo a KnowBe4, programas contínuos de treinamento e conscientização podem reduzir o risco de phishing em até 86% após um ano. Para a empresa, isso reforça que o comportamento humano precisa ser tratado como parte central da estratégia de cibersegurança.

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