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03/06/202631/07/2026Por Redação

Três anos depois do início de sua implantação no Brasil, o pedágio sem cancela conhecido como free flow está presente em 13 concessões, com quase 70 pórticos ativos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Rondônia, e em breve chegará ao sistema Anchieta-Imigrantes. A facilidade que proporciona aos motoristas é evidente, mas não o que está por trás do sistema, que requer uma complexa engenharia de dados e envolve sensores inteligentes, câmeras de alta resolução, antenas que identificam o veículo e softwares analíticos que consultam bases de dados e processam o pagamento em milissegundos – em resumo, o free flow não funciona sem internet das coisas (IoT) de alta disponibilidade e baixa latência.
“O modelo de cobrança elimina praças físicas e cancelas: os veículos passam por pórticos que identificam automaticamente TAGs ou placas e a cobrança é feita de forma eletrônica no uso da via. O sistema busca mais fluidez, segurança viária, redução de emissões e modernização do sistema de concessões”, explica a Agência Nacional de Transportes Terrestres, em uma publicação que revela detalhes do funcionamento do free flow.
Segundo Daniel Fuchs, vice-presidente de inovação da Arqia, empresa especializada em IoT, o funcionamento do free flow depende diretamente da capacidade de comunicação constante entre os dispositivos distribuídos ao longo das rodovias. “O pedágio sem cancela só existe porque há uma infraestrutura de IoT operando por trás do sistema. Sem conectividade contínua, seria impossível garantir precisão na identificação dos veículos, na validação financeira e na segurança operacional”, disse.
Além da cobrança automática, a infraestrutura conectada permite o monitoramento das rodovias em tempo real, já que os sensores acompanham o fluxo de veículos, a velocidade média, a formação de congestionamentos, incidentes e padrões de mobilidade, o que gera inteligência operacional para concessionárias e órgãos públicos. Na prática, a IoT funciona como uma espécie de sistema nervoso da estrada inteligente, ao coletar informações continuamente e enviar esses dados para plataformas que analisam o comportamento do tráfego.
“O free flow é um exemplo de como a conectividade se tornou uma infraestrutura crítica de mobilidade”, destacou Fuchs. “A tendência é de expansão rápida do modelo nos próximos anos, acompanhando o avanço das cidades inteligentes, dos veículos conectados e dos novos sistemas de mobilidade digital. Nesse cenário, a IoT deixa de ser apenas uma tecnologia embarcada e passa a ocupar um papel estratégico na infraestrutura nacional de transportes e em outros setores essenciais”, acrescentou.
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