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27/01/202610/02/2026

*Foto: Mercy, com Chris Pratt, o mais recente fracasso
Por Ricardo Marques da Silva
No início, as representações da inteligência artificial e o impacto que poderiam causar inspiraram uma série de filmes de sucesso e despertaram o interesse das pessoas, naturalmente impressionadas com o potencial da tecnologia. Porém, a julgar pelas bilheterias das produções mais recentes, o público começou a se cansar dos roteiros que insistem em abordar o tema, provavelmente porque a IA passou a fazer parte da vida de quase todo mundo, por meio da interação com os bots.
Um exemplo é M3GAN, um filme de terror sobre uma boneca realista feita com IA que começa a matar pessoas, lançado nos Estados Unidos em janeiro de 2023, que conseguiu um enorme sucesso de público. No ano passado, no entanto, a sequência do filme, M3GAN 2.0, foi um fracasso absoluto de bilheteria.
Neste ano, Mercy, uma ficção estrelada por Chris Pratt, vai pelo mesmo caminho, apesar da popularidade do ator. Pratt interpreta um detetive da polícia de Los Angeles preso a uma cadeira de rodas, acusado de matar a esposa e com a necessidade de provar sua inocência a uma juíza que é um robô alimentado por IA. Assim que estreou, embora ainda fosse janeiro, um crítico já o definiu como “o pior filme de 2026”.
O site Wired, ao se referir ao filme e ao fracasso de crítica e público das produções que usam a IA como tema, afirmou: “É quase como se ninguém se importasse se um programa de software fictício é capaz de salvar uma vida, quando pedidos de reembolso de planos de saúde reais estão sendo negados por algoritmos”.
Outros fracassos de bilheteria foram citados pela crítica da Wired, como Tron: Ares e Missão: Impossível – O Acerto de Contas Final, como exemplos de que o mundo do entretenimento não consegue acompanhar a velocidade das startups do Vale do Silício ou a percepção pública sobre bots e assistentes virtuais. “No entanto, Hollywood poderá em breve sentir uma reação negativa à IA que prejudicará seus lucros, caso os estúdios continuem a promovê-la como um tema dramático superficial e, ao mesmo tempo, como uma ferramenta transformadora. Por mais relevantes que os filmes e a televisão se tornem, eles sempre se basearam no poder do escapismo. Terão as respostas quando estivermos prontos para sermos salvos do ataque diário de robôs?”, acrescentou.
#cenários distópicos#cinema#filme de terror#inteligência artificial#M3GAN

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