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Ex-CTO da OpenAI funda o “concorrente” Thinking Machines

Mira Murati anunciou o lançamento da startup que pretende transformar a forma como a IA se integra à vida das pessoas

26/02/2025

Ex-CTO da OpenAI funda o “concorrente” Thinking Machines
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Por redação AIoT Brasil

Mira Murati/Reprodução Microsoft

Em sua carreira profissional relativamente curta e muito produtiva, Mira Murati acumulou conquistas respeitáveis, como ter ajudado a transformar a OpenAI em uma das empresas mais valorizadas do mundo, no cargo de diretora de Tecnologia, e dirigir equipes que criaram produtos inovadores, entre os quais o ChatGPT. Agora, a engenheira e pesquisadora de 36 anos, nascida na Albânia e eleita uma das pessoas mais influentes em IA em 2024, alçou voo próprio e anunciou o lançamento do Thinking Machines Lab, uma startup de pesquisa e produtos de IA.

“Estamos construindo um futuro em que todos terão acesso ao conhecimento e às ferramentas para fazer a IA funcionar para as suas necessidades e os seus objetivos únicos”, explicou Mira, ao apresentar a empresa. “Somos cientistas, engenheiros e construtores que criaram alguns dos produtos de IA mais amplamente utilizados, incluindo o ChatGPT e a Character.ai, modelos de peso como o Mitral e projetos populares de código aberto como o PyTorch, o Fairseq e o Segment Anything”, acrescentou.

Em sua conta pessoal no X, a CEO da nova empresa resumiu seus objetivos: “Estamos construindo três coisas: ajudar as pessoas a adaptar os sistemas de IA para atender às suas necessidades específicas, desenvolver bases sólidas para construir sistemas de IA mais capazes e promover uma cultura de ciência aberta que ajude a compreender e melhorar esses sistemas. Nosso objetivo é simples: fazer avançar a IA, tornando-a amplamente útil e compreensível por meio de bases sólidas, ciência aberta e aplicações práticas”.

De acordo com o portal AI News, a equipe de Murati está construindo modelos de IA de fronteira capazes de expandir os limites de campos como programação e descoberta científica. “Essas tecnologias avançadas podem permitir aplicações revolucionárias, desde a descoberta de novos insights científicos até a obtenção de avanços de engenharia. Diferentemente de muitas organizações focadas exclusivamente na criação de IA autônoma, o Thinking Machines também está dando forte ênfase na colaboração entre humanos e IA”, completou.

Em seu site recém-criado, a startup fez uma declaração de princípios e explicou que, em vez de se concentrar apenas em criar sistemas de IA totalmente autônomos, pretende construir sistemas multimodais que trabalhem com pessoas de forma colaborativa. “Vemos na IA um enorme potencial para ajudar em todos os campos de trabalho. Enquanto os sistemas atuais se destacam em programação e matemática, estamos construindo uma IA que pode se adaptar ao espectro completo da expertise humana e permitir um campo mais amplo de aplicações”.

O Thinking Machines Lab acrescentou: “Vamos nos concentrar em entender como nossos sistemas criam valor genuíno no mundo real. Os avanços mais importantes geralmente vêm de repensar nossos objetivos, e não apenas de otimizar métricas existentes”.

Como era previsível, a decisão de Mira Murati de fundar sua startup foi vista pela mídia especializada e pela grande imprensa como um desafio à OpenAI, empresa da qual ela pediu demissão no ano passado. O influente jornal The New York Times, por exemplo, lembrou que meses antes do seu desligamento Mira havia enviado uma carta a Sam Altman, CEO da OpenAI, “levantando questões sobre sua gestão e compartilhando o memorando com o conselho da empresa”.

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#ChatGPT#IA#inteligência artificial#modelos de IA de fronteira#open AI

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