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22/12/202512/06/2023

Por redação AIoT Brasil
Em abril, Heart on My Sleeve, anunciada como uma música nova de Drake e The Weeknd, viralizou nas redes sociais e conseguiu 15 milhões de audições no TikTok, 600 mil no Spotify e 275 mil visualizações no YouTube. Porém, logo foi removida das plataformas de streaming, por um bom motivo: a canção era fake, criada por um usuário do TikTok com recursos de inteligência artificial, em uma evidente infração de direitos autorais.
Esse não foi o primeiro caso de clonagem vocal, e nos últimos meses a IA passou a ser usada para “compor” canções creditadas a uma série de artistas e grupos, dos Beatles ao Oasis. Em fevereiro, o DJ David Guetta disse que usou a tecnologia para reproduzir uma voz semelhante à do rapper americano Eminem em um de seus shows, com a intenção de “abrir um debate” a respeito do assunto.
Agora, o aplicativo de streaming de áudio Deezer, criado na França, anunciou o desenvolvimento de uma ferramenta capaz de detectar e marcar músicas com clones vocais gerados por IA, concentrando-se, inicialmente, naqueles que recriam as vozes de cantores conhecidos. Trata-se da primeira iniciativa prática para bloquear esse tipo de atividade ilegal que vem provocando muita dor de cabeça em artistas e gravadoras.
“Nosso objetivo é eliminar conteúdo fraudulento, aumentar a transparência e desenvolver um novo sistema de remuneração em que artistas profissionais são recompensados pela criação de algo valioso”, disse Jeronimo Folgueira, CEO da Deezer, em matéria publicada pela TV estatal France 24. Ele lembrou que a cada dia mais de 100 mil novas faixas são incorporadas ao site da Deezer e calcula-se que cerca de 3% contêm algum tipo de fraude, o que mostra como é importante distinguir quais músicas são geradas por máquinas.
O sistema de detecção de fraudes anunciado pela Deezer utiliza um conjunto de novos recursos e também ferramentas já utilizadas, como a tecnologia Radar, que consegue escanear catálogos inteiros de músicas e identificar manipulações mesmo quando o sinal está distorcido.
Folgueira acrescentou: “A tecnologia pode ser usada para criar obras incríveis e acredito que há enormes benefícios na aplicação de IA generativa, mas precisamos garantir que isso seja feito de maneira responsável. Existe agora uma oportunidade de acertar as coisas desde o início da revolução da IA e não cometer os mesmos erros que os gigantes da mídia social cometeram quando notícias falsas começaram a inundar suas plataformas. Devemos isso aos artistas e aos fãs”.
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