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*Foto: Booster Robotics/Reprodução
Por Ricardo Marques da Silva
Universidade Tsinghua 5 x Universidade Agrícola 3: esse foi o resultado da partida que no último fim de semana decidiu o primeiro torneio oficial de robôs totalmente autônomos já realizado no mundo. O jogo ocorreu em Pequim, capital da China, sem qualquer intervenção ou supervisão humana, e reuniu quatro equipes, cada uma com três “atletas”, como uma prévia dos primeiros Jogos Mundiais de Robôs Humanoides previstos para agosto no país asiático.
Os robôs-jogadores foram fornecidos pela Booster Robotics, uma startup chinesa fundada em 2023 por um grupo de cientistas da Universidade Tsinghua, liderado por Cheng Hao, o atual CEO. Ao avaliar a importância da partida, Cheng disse que as competições esportivas oferecem o campo de testes ideal para o aperfeiçoamento de robôs humanoides e ajudam a acelerar o desenvolvimento de algoritmos e sistemas integrados de hardware e software.
Equipados com IA da DeepMind e sensores visuais avançados, os robôs conseguem identificar a bola, os adversários e os companheiros de equipe e foram projetados para se levantarem sozinhos depois de uma queda. Porém, nem tudo correu bem durante as partidas de teste.
De acordo com a descrição do jornal online The Independent, alguns robôs não conseguiram se levantar e tiveram de sair de campo em macas levadas por humanos. Outros tiveram dificuldade para chutar a bola, e colisões em câmera lenta também foram comuns.
A Booster Robotics forneceu o hardware para todas as quatro equipes universitárias, enquanto as equipes de pesquisa de cada escola desenvolveram e incorporaram seus próprios algoritmos para percepção, tomada de decisão, formação de jogadores e estratégias de passe, incluindo variáveis como velocidade, força e direção. O CEO da Booster destacou que a segurança é uma preocupação central na utilização de robôs humanoides: “No futuro, poderemos desenvolver robôs para jogar futebol com humanos. Isso significa que precisamos garantir que sejam completamente seguros”, disse ele.
Recentemente, foi realizado na China um torneio de boxe disputado por robôs, em mais uma etapa da estratégia do país de intensificar os esforços para desenvolver essa tecnologia por meio de competições esportivas, como campo de prova para outras aplicações. Outras empresas estão usando o futebol como um método para desenvolver IA de nível humano, entre as quais a DeepMind, do Google, que já fez uma demonstração com robôs em miniatura, em 2023.

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