Ação da xAI contra a OpenAI é rejeitada por falta de provas
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06/03/202623/03/2026

Por Ricardo Marques da Silva
A gestora BMG Production Music abriu um processo contra a empresa de IA Anthropic, acusando-a de desrespeitar os direitos de compositores ao usar as letras e suas músicas para treinar o chatbot de IA Claude sem autorização. Entre as bandas e os artistas prejudicados, segundo a BMG, estão os Rolling Stones, Justin Bieber, Bruno Mars e Ariana Grande.
A ação judicial, apresentada em um tribunal da Califórnia, soma-se a várias outras referentes ao desrespeito de direitos autorais nas áreas de música e cinema, sempre relacionadas ao treinamento de bots de IA. Nesse caso, a BMG busca indenizações de até US$ 150 mil para cada obra, além de uma ordem que obrigue a Anthropic a divulgar detalhes dos dados de treinamento, métodos e capacidades do modelo Claude.
De acordo com a revista Rolling Stone, que teve acesso à denúncia, a BMG argumenta que a conduta ilegal da empresa de IA não se limita a essas múltiplas infrações diretas: “A Anthropic também facilita, incentiva e lucra com a violação de direitos autorais por parte de seus licenciados e usuários de seus modelos Claude”, afirmou a BMG.
A ação, com 47 páginas, reclama que a Anthropic claramente treinou seus modelos com base em músicas gerenciadas pela BMG, já que o Claude fornece prontamente aos usuários a totalidade ou partes significativas de letras de canções que chegaram ao topo das paradas, como “You Can’t Always Get What You Want”, dos Rolling Stones, e “Uptown Funk”, de Bruno Mars. “A BMG nunca autorizou a Anthropic a usar suas composições protegidas por direitos autorais”, disse a empresa, acrescentando que a acusada não respondeu a uma notificação extrajudicial enviada em dezembro de 2025 nem participou de negociações de licenciamento.
“O rápido desenvolvimento da nova tecnologia da Anthropic não justifica suas flagrantes violações da lei”, afirmou a BMG. “A Anthropic poderia cessar sua conduta infratora a qualquer momento. No entanto, apesar de repetidas ações judiciais movidas por criadores e proprietários de diversas obras protegidas por direitos autorais e de um pedido específico por escrito da BMG para que interrompesse a conduta ilícita em questão neste processo, a Anthropic se recusou a fazê-lo, ridicularizando seus princípios fundadores declarados de construir um modelo de IA melhor e ‘amplamente ético’”, completou.
#Anthropic#apropriação de letras de música#Claude#direitos autorais#licenciamento#treinar chatbots de IA

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