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05/03/202627/11/2025

Por Ricardo Marques da Silva
As ferramentas de inteligência artificial continuarão a ganhar espaço nas empresas, estarão presentes em todas as áreas e, até 2030, realizarão sozinhas o equivalente a um quarto de toda a carga de trabalho em TI. Esse cenário foi desenhado pela consultoria de insights de negócios e tecnologia Gartner com base em uma pesquisa que, em julho de 2025, ouviu mais de 700 diretores de TI de grandes empresas.
De acordo com os entrevistados, daqui a cinco anos 0% do trabalho de TI será feito por humanos sem a ajuda de IA, 75% será feito por humanos auxiliados por IA e 25% apenas por IA. “Isso significa que as organizações devem equilibrar a prontidão da IA e a humana para sustentar o valor da IA. O Gartner indica, porém, que poucas organizações estão fazendo isso”, avaliou o estudo.
Apesar dessa expansão da IA na área de TI, o Gartner afirma que não haverá perdas significativas de postos de trabalho nos próximos anos. Segundo o estudo, o impacto nos empregos globais será neutro até 2026 e, até 2028, a IA criará mais empregos do que destruirá. “A IA não é sobre perda de empregos. É sobre a transformação da força de trabalho. Os CIOs devem começar a transformar suas forças de trabalho, restringindo novas contratações, especialmente para funções que envolvem tarefas de baixa complexidade, e reposicionando talentos para novas áreas de negócios que geram receita”, afirmou Gabriela Vogel, vice-presidente analista do Gartner.
Rob O’Donohue, também vice-presidente analista do Gartner, disse que, embora nem toda inteligência artificial esteja pronta para criar valor, os humanos estão ainda menos preparados para isso: “A prontidão para a IA significa que a tecnologia pode ajudar você a encontrar valor e atender efetivamente às necessidades de casos específicos de uso. A prontidão humana diz respeito a ter uma adequada força de trabalho e da organização para capturar e sustentar o valor da IA”, explicou.
A prontidão para IA, segundo o Gartner, deve ser avaliada em termos de custos, recursos técnicos e fornecedores. Na Europa, no Oriente Médio e na África, por exemplo, 73% dos CIOs informaram que suas organizações ainda estão atingindo o ponto de equilíbrio ou perdendo dinheiro com os investimentos em IA.
Para os analistas do Gartner, os planos de desenvolvimento de habilidades das organizações devem ir além da formação dos funcionários em novas competências. “Se as pessoas dependerem demais da IA e deixarem de utilizar as suas habilidades essenciais, pode ocorrer uma atrofia das competências. Os trabalhadores devem ser testados periodicamente para garantir que mantêm as capacidades críticas para funções importantes. O verdadeiro retorno vem quando as soluções de IA se concentram em melhorar as competências essenciais de uma organização ou resolver problemas impossíveis”, afirmaram.
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