OpenAI quer criar modelo de IA que pretende prolongar a vida
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05/02/202508/12/2023
Por Ricardo Marques da Silva
Um acordo de colaboração anunciado nesta semana entre a anglo-sueca AstraZeneca e a canadense Absci pode representar um passo significativo na aplicação de IA generativa no desenvolvimento de tratamentos contra o câncer. A parceria envolve um investimento que pode chegar a US$ 247 milhões em um anticorpo projetado por IA, a fim de acelerar a descoberta de uma terapia inovadora para o combate à doença.
De acordo com a Absci, serão aplicados recursos de sua plataforma Integrated Drug Creation para a criação de medicamentos com base em anticorpos desenvolvidos com a aplicação de IA generativa contra um alvo oncológico específico. A colaboração prevê um pagamento inicial para a Absci, financiamento para pesquisa e desenvolvimento e bônus por metas alcançadas, além de royalties sobre a venda dos produtos resultantes.
Em um comunicado à imprensa, Sean McClain, fundador e CEO da Absci, disse que a parceria com a AstraZeneca, que produziu uma das primeiras vacinas contra a covid-19, vai combinar recursos revolucionários em IA generativa com novos tratamentos em oncologia: “Esse acordo acelera nosso objetivo de criar uma nova geração de terapias transformadoras e de mudança de vida, usando nossa plataforma de IA”.
A Absci tem sede em Vancouver e possui um laboratório de pesquisa de IA em Nova York e um centro de inovação em medicamentos em Zug, na Suíça. Nessas instalações, a empresa gera dados proprietários relacionados a milhões de interações entre proteínas e, em seguida, utiliza-os para treinar seu modelo de IA generativa e validar anticorpos viáveis – proteínas que têm como alvo substâncias estranhas no corpo.
Uma matéria do jornal britânico Financial Times informou que o acordo faz parte dos planos ambiciosos da AstraZeneca para substituir a quimioterapia tradicional por uma nova geração de remédios. “Os medicamentos antitumorais que utilizam novas tecnologias são um tema significativo de colaborações entre as principais multinacionais farmacêuticas e pequenas empresas que realizam investigação de ponta”, destacou.
Em entrevista ao jornal, Puja Sapra, o vice-presidente da AstraZeneca que lidera a área de pesquisas em engenharia biológica, disse que essa é uma “oportunidade emocionante” de usar a IA generativa no combate ao câncer: “A IA está permitindo diversificar e aumentar a velocidade do processo de descoberta de produtos biológicos. Estamos aplicando IA em todo o nosso processo de descoberta e desenvolvimento, por meio das capacidades internas e da colaboração com a Absci”.
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