China vai lançar centros de dados de IA baseados no espaço
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30/01/202628/11/2025

*Foto: divulgação Alibaba
Por redação AIoT Brasil
O marketplace chinês Alibaba começou a vender ontem, dia 27, os óculos de inteligência artificial Quark, o que marca sua entrada na corrida global de wearables e a decisão de disputar esse mercado com gigantes da tecnologia como Meta, Apple, Google e Samsung. Por enquanto, o produto está disponível apenas na China, com armação simples de plástico preto, e os preços começam em 1.899 yuans (cerca de US$ 268) para o modelo G1, que é alimentado pela IA Qwen, da própria Alibaba, de acordo com reportagem da agência britânica Reuters.
A gigante do e-commerce disse que os óculos são integrados aos seus aplicativos, entre os quais o Alipay e o site de compras Taobao, para que os usuários os utilizem em tarefas como tradução em tempo real e reconhecimento instantâneo de preços. O modelo está disponível nas principais plataformas de comércio eletrônico chinesas, como Tmall, JD.com e Douyin, e é um exemplo do novo foco da Alibaba: a IA dirigida aos consumidores.
Os óculos Quark S1 possuem câmeras, microfones, bateria substituível com duração estimada de 24 horas e telas translúcidas integradas que sobrepõem informações do ambiente à visão do usuário.
A expectativa é de que o modelo seja lançado em outro países no início do próximo ano, segundo um porta-voz da unidade Quark da Alibaba.
Ouvido pela Reuters, Li Chengdong, analista da indústria eletrônica, disse que essa iniciativa da Alibaba mostra que a empresa está pronta para investir em uma área em que estava bem atrás dos concorrentes e, nesse sentido, no início de novembro já havia feito uma atualização significativa em seu chatbot de IA. “Os pontos fortes da Alibaba são compras, pagamentos e navegação, então seus óculos de IA funcionam como um assistente pessoal”, explicou.
De acordo com Chengdong, a estratégia da Alibaba para óculos envolve a conquista de tráfego futuro em meio à intensa competição no setor de comércio eletrônico da China: “A Alibaba não detém o monopólio do comércio eletrônico. Agora a empresa espera que a IA possa ajudá-la a garantir a próxima geração de acesso ao tráfego”, afirmou.
Atualmente, a Meta domina amplamente o setor de óculos de realidade virtual, com cerca de 80% de participação no mercado, enquanto a Apple conta com o Vision Pro e a Samsung comercializa o headset de realidade aumentada Galaxy XR, da Alphabet, lançado em outubro. Outras empresas de tecnologia da China também já fabricam óculos com IA, como a Xiaomi e a Baidu.
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