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10/03/202629/03/2023

Por redação AIoT Brasil
Passo a passo, com o máximo de cautela: assim pode ser descrita a estratégia adotada pelo Google para o lançamento global do Bard, que tem sido apontado como o principal concorrente do ChatGPT e do Bing no futuro próximo. Anunciada em fevereiro, a inteligência artificial generativa só se tornou disponível para experimentações em 21 de março, e mesmo assim para um grupo selecionado de usuários nos Estados Unidos e no Reino Unido, apesar de toda a expectativa que foi criada em torno da novidade.
Além disso, na página oficial criada pelo Google para o Bard não há praticamente nenhuma informação, a não ser a ressalva de que a IA “é um experimento e pode dar respostas imprecisas ou inadequadas”, um “colaborador criativo” que pode ser útil para “aumentar sua produtividade e dar vida às suas ideias”. Fora isso, há apenas o aviso de que o usuário pode deixar comentários para aperfeiçoar a ferramenta e que há uma lista de espera para os interessados, que só pode ser acessada com uma conta Google.
Da mesma maneira, a empresa explica que o Bard não é um mecanismo de busca, e sim um complemento para pesquisas. Para completar, a interface do Bard é repleta de alertas de isenção de responsabilidade, como se o Google, por enquanto, não quisesse se comprometer com nada.
No Brasil, a reação a essa política do Google ainda está sendo pouco comentada, assim como os resultados obtidos com o Bard. Luciano Mathias, diretor de comunicação do hub de tecnologia Trio e especialista em IA e web3, disse que toda essa cautela pode ser um erro, à medida que outros bots ganham espaço entre os usuários. “Me parece uma falha, já que o ChatGPT está disponível no mundo todo e com a versão plus para quem quiser. O Google está impondo algumas barreiras para tentar garantir que as conversas entre os usuários e a IA não saiam do controle, como aconteceu com o Bing algumas semanas atrás”.
Em relação à qualidade das respostas, um teste feito pelo site The Verge colheu resultados definidos como anódinos, meio óbvios e pouco criativos, impressão que se repetiu em outros veículos de imprensa especializados em tecnologia. Como o Bard é baseado no LaMDA, o modelo de linguagem de IA do Google, que é bastante desenvolvido, ficou a ideia de que as limitações do bot são propositais.
Se por um lado houve críticas, também é verdade que o lançamento do Bard rendeu uma matéria na primeira página do The New York Times, em 21 de março. O influente jornal norte-americano disse que o lançamento representa “um passo significativo para evitar uma ameaça ao negócio mais lucrativo do Google, o seu mecanismo de busca”. E acrescentou: “Um chatbot pode produzir instantaneamente respostas em frases completas que não forçam as pessoas a percorrer uma lista de resultados, que é o que um mecanismo de pesquisa oferece”.
A promessa do Google é de que “ao longo do tempo” o Bard ficará disponível em outros países e em outros idiomas. De acordo com The Verge, o chatbot do Google é certamente mais rápido do que qualquer outro, possivelmente porque ainda tem poucos usuários. E acrescentou: “O problema para o Google é saber o quanto desse potencial pretende expor ao público e de que forma. Porém, pelas nossas impressões iniciais, o Bard precisa expandir seu repertório para que sua voz seja ouvida”.
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