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 Estúdio do Futebol de Casa, que utilizou inteligência artificial para criar uma competição adaptada à pandemia/Divulgação NVIDIA

Por redação AIoT Brasil

Pressionadas pela pandemia e impossibilitadas de reunir seus profissionais e convidados nos estúdios, as emissoras de TV tiveram de buscar novas soluções para manter a audiência. A resposta, em geral, envolveu recursos tecnológicos, alguns dos quais desenvolvidos sob medida, como ocorreu na área de esportes do grupo Globo, em programas como o Futebol de Casa, do SporTV. Numa parceria com a Nvidia, especialista em computação acelerada e inteligência artificial, foi criado o Virtualcast, um projeto que começou por reunir jogadores profissionais de times brasileiros em um torneio virtual.

Na primeira etapa do programa, participaram atletas como Guga (Atlético-MG), Jean Pyerre (Grêmio), Jailson (Palmeiras), Luiz Otávio (Ceará), Bruno Fuchs (Internacional), Talles Magno (Vasco), Antony (São Paulo), Soteldo (Santos) e Gabigol (Flamengo), que lideraram suas equipes em jogos narrados por Everaldo Marques. Com o Virtualcast, foi possível utilizar gráficos, análise de dados, estatísticas e simulações com o mesmo realismo dos jogos eletrônicos de última geração.

Paulo Henrique Castro, diretor do Mediatech Lab da Globo, disse que o uso dessa tecnologia permitiu produzir conteúdo em linguagem inovadora. “Além disso, pudemos simplificar os processos e trazer resultados cheios de efeitos gráficos e informação near live ou mesmo ao vivo. Até a forma de desenvolver o projeto foi muito especial, pois envolveu diversas áreas da empresa trabalhando de forma remota e colaborativa, com uma rapidez de respostas sem precedentes”, explicou.

A tecnologia da Nvidia utiliza a capacidade de ambientação virtual com passeios de câmeras e permite que o sistema abra um quadro geral ou foque no apresentador ou em um convidado do programa. No Futebol de Casa, a câmera passeava entre os jogadores, os comentaristas e o gramado ou abria a imagem para o cenário completo, com todos os participantes e um campo de futebol realista, com as ações dos jogadores na tela.

A plataforma também possibilita a prática de merchandising e a utilização da versão trackless, na qual o apresentador é captado em um fundo verde por uma câmera frontal e uma imagem é inserida na forma de um holograma. Nesse formato, é possível utilizar outros recursos para o apresentador, como telões e plataformas com conteúdos gravados ou em tempo real.

Marcio Aguiar, diretor da Nvidia Enterprise para América Latina, lembrou que o uso de inteligência artificial nos programas da Globo é apenas a ponta do iceberg e que a área de entretenimento tem um grande potencial de desenvolvimento: “A pandemia atual apenas acelerou um processo de transformação digital que já estava em andamento”, acrescentou.

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