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Por Daniel dos Santos, editor do AIoT Brasil

Fornecedora de soluções de armazenamento, a Pure Storage acaba de lançar a Pure1 Digital Experience, com recursos automatizados de monitoramento e sistema de recomendação com inteligência artificial. Em entrevista ao AIoT Brasil, Paulo de Godoy, country manager da empresa, aborda a importância da inteligência artificial nesse tipo de solução, responde sobre questões relacionadas aos ataques de ransonware (sequestro de dados) e fala sobre as expectativas da empresa para os próximos meses.

AioT Brasil: Como a a plataforma AI-engine Pure1 Meta utiliza a inteligência artificial para o gerenciamento preditivo de serviços?
Paulo de Godoy: Nosso banco de dados é baseado nos logs de todos os nossos clientes e é continuamente coletado, além dos dados de solução de problemas do cliente. O mecanismo Pure1 Meta AI usa machine learning e inteligência artificial para processar mais de um trilhão de pontos de dados de telemetria por dia a partir de matrizes Pure. Todas essas informações são coletadas e usadas para análise e tomada de decisão em um processo contínuo de machine learning que permite análises para ajudar a extrair previsões sobre capacidade e desempenho.

AioT Brasil: Qual a velocidade de prescrição de soluções antecipadas para evitar as interrupções?
Paulo de Godoy:Nossa recém-anunciada Pure1 Digital Experience transforma a compra, o gerenciamento e a otimização da infraestrutura. Isso é proativo e reativo às necessidades do cliente. Os clientes têm controle adicional de sua infraestrutura por meio de monitoramento automatizado e recursos de recomendação baseados em IA que os ajudam a evitar o tempo de inatividade. Nosso objetivo é que as empresas gastem menos tempo gerenciando sua infraestrutura de TI e mais tempo inovando.

AioT Brasil: Com relação à segurança, como é possível combater os ataques de ransomware, que são cada vez mais frequentes (pesquisa mostra que as empresas brasileiras gastam US$ 820 mil em média com sequestros de dados)?
Paulo de Godoy: As empresas precisam de uma estratégia de três frentes para se preparar, minimizar o impacto e se recuperar de um ataque. A primeira parte da estratégia é como se proteger de um ataque e tornar a detecção mais rápida. As melhores práticas básicas incluem atualização de software e sistemas operacionais com os patches mais recentes; treinar todos para ficarem atentos a links ou anexos em e-mails, especialmente os não solicitados; dados de backup em uma base regular. Esse backup precisa ser mantido em um dispositivo separado e armazenado offline, e certifique-se que o backup esteja protegido e imutável.

A segunda etapa da estratégia é o que fazer durante o ataque. Ter conhecimento do que é “normal” em como a infraestrutura opera é essencial. Sem isso, pode levar semanas para ver algo “anormal” e perceber que os dados ou sistemas possam estar comprometidos.

O terceiro passo é uma recuperação rápida após um ataque. As empresas precisam de cópias válidas e imutáveis ​​de backup dos dados, que são protegidas e não podem ser erradicadas, modificadas ou criptografadas. Além disso, precisam saber que podem se recuperar com velocidade e escala para minimizar o tempo de inatividade no atual ambiente acelerado dos negócios. A maioria das arquiteturas de proteção de dados é otimizada para backup, não para recuperação. O mesmo design que otimiza para ingestão de dados e eficiência de espaço cria um entrave significativo na velocidade de recuperação, porque os dados precisam ser reconstruídos depois de serem amplamente dispersos por meio da de duplicação. Os líderes de TI devem observar os SLAs para restaurar dados em velocidade e escala: a Pure pode fornecer até 270 TB por hora em desempenho de recuperação.

 AioT Brasil: Quanto os clientes podem lucrar (ou deixar de perder) ao evitar essas interrupções
Paulo de Godoy: O valor é diferente para cada empresa, dependendo do setor, caso de uso e o que o tempo de inatividade significa para seus clientes. O que é universal é que quanto menos tempo os administradores de TI gastam gerenciando a pilha de tecnologia, mais tempo eles têm disponível para atividades estratégicas de valor agregado. O gerenciamento avançado e inteligente de software em nuvem pode ajudar as empresas a obter valor real dos seus dados.

AioT Brasil: Qual a expectativa de número de usuários da Pure1 Digital Experience no Brasil?
Paulo de Godoy: A Pure1 Digital Experience é uma evolução da Pure1 que traz automação e simplicidade para nossa plataforma de gerenciamento. Ela está automaticamente disponível para todos os clientes da Pure Storage, então a adoção acompanhará o crescimento de nossa base de clientes local e globalmente.

AioT Brasil: Como foi o ano de 2020 para a empresa no Brasil e qual a expectativa para 2021?
Paulo de Godoy:Mesmo diante de um cenário global economicamente turbulento, 2020 foi um ano de crescimento para a Pure. Em 2021, continuamos focados em fornecer uma experiência moderna de dados para os nossos clientes, com foco em alguns pontos:

  • Especificamente na América Latina, notamos um interesse crescente em modelos de consumo flexíveis, pois os clientes estão buscando mais controle sobre como consomem infraestrutura.
  • O mundo inteiro está experimentando um aumento nos ataques de ransomware, e no Brasil esses incidentes são cada vez mais frequentes. Backup e proteção adequados são essenciais para que as empresas possam proteger e recuperar seus dados quando necessário.
  • Percebemos a tendência de ambientes de nuvem híbrida, impulsionados por soluções fáceis de usar e flexíveis, como Portworx da Pure Storage, que já oferece aos clientes a mais completa plataforma de serviços de dados Kubernetes para aplicativos em nuvem e estratégias híbridas e multicloud.

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