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Por redação AIoT Brasil

Uma máquina pode pensar? Como fica a decisão humana? Até onde podem ir a inteligência artificial e a internet das coisas? Quais são os limites de sua autonomia? Questões como essas levaram a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) a propor a criação de um código de ética global para a inteligência artificial, a ser construído de forma colaborativa.

“Mais do que nos conduzir à Quarta Revolução Industrial, a IA está provocando uma revolução cultural. Está inegavelmente destinada a transformar nosso futuro, mas ainda não sabemos exatamente de que maneira. É por isso que inspira tanto fascinação quanto medo”, reflete um texto publicado no Correio da Unesco. Audrey Azoulay, diretora-geral da Unesco, acrescenta: “É nossa responsabilidade liderar um debate universal e esclarecido, de modo a entrar nessa nova era de olhos bem abertos e tornar possível o estabelecimento de uma estrutura mundial de princípios éticos”.

Trata-se de um trabalho de longo prazo. Em março deste ano foi criado o Grupo de Especialistas encarregado de elaborar a primeira versão da recomendação, que será aperfeiçoada até setembro, por meio de consultas à comunidade acadêmica e à sociedade civil. Os meses seguintes serão destinados à negociação da proposta, que poderá se transformar em um código de ética oficial no final de 2021.

Brasil participa do projeto

O único brasileiro a colaborar com o projeto é Edson Prestes, engenheiro especialista em robótica e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em recente entrevista ao Canaltech, ele disse que já ficou evidente o uso da IA para manipular eleições: “Se olharmos, por exemplo, para as fake news, elas são uma violação clara aos direitos humanos, à nossa liberdade de expressão, ao nosso respeito e à nossa dignidade”, afirmou.

Prestes explicou que o trabalho da Unesco faz parte de um contexto maior, a fim de que seja criada “uma espécie de framework” que vai definir o que pode ser transformado de fato em legislação. Agora, o principal objetivo da recomendação é conseguir convencer os países a cooperar entre si e encontrar uma forma de lidar com os problemas decorrentes do mau uso da inteligência artificial.

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