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Por redação AIoT Brasil

Pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em João Pessoa, estão desenvolvendo uma técnica de detecção rápida de covid-19 por meio da saliva, com amostras cedidas por membros da comunidade acadêmica. A meta imediata é conseguir pelo menos 1 mil amostras para validação do método de triagem, que depois será analisado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser aprovado e posto em prática.

A professora Eloíza Helena Campana, coordenadora do Laboratório de Biologia Molecular (Labimol/CCM) da UFPB, explicou que, para a coleta das amostras, está sendo utilizado um espectrômetro portátil que dispõe de um programa de inteligência artificial para detecção da presença do vírus SARS-COV2. A equipe que atuará diretamente na validação da nova técnica na universidade é formada por 15 professores, alunos e técnicos.

“Fazemos a coleta de uma amostra da saliva dos voluntários em um procedimento rápido, não invasivo e sem custo para os participantes”, disse a professora Eloíza, que é docente do Departamento de Ciências Farmacêuticas. As amostras são analisadas pelo espectrômetro em aproximadamente 2 minutos, tempo bem menor do que PCR (Pomylerase Chain Reaction), cujo resultado tem sido liberado pela universidade em até 48 horas.

Segundo a coordenadora do Labimol, a nova tecnologia pode contribuir para ampliar a possibilidade de monitoramento e controle da Covid-19 no Brasil, mas não substitui o exame molecular. “Essa validação será muito importante para a implementação de uma técnica de triagem mais rápida e em larga escala, mas o PCR continuará sendo o exame de referência para o diagnóstico”, esclareceu.

A nova técnica está sendo desenvolvida no âmbito do projeto Laboratório de Campanha, apoiado por uma verba de R$ 3 milhões liberados no fim do ano passado pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações, com o objetivo de ampliar a capacidade de testagem da covid-19 nos estados. O trabalho envolve nove universidades públicas, todas empenhadas em validar o método de triagem. Na Região Nordeste, além da UFPB, participam as federais de Pernambuco (UFPE) e do Oeste da Bahia (UFOB) e a Universidade Estadual de Santa Cruz, também na Bahia.

Sala de coleta de amostra para testagem de covid-19 na UFPB/Divulgação Ascom-UFPB

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