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Por redação AIoT Brasil

De acordo com dados oficiais do governo federal, desde o início da pandemia houve um significativo aumento no número de denúncias de violência contra mulheres. Em abril, depois de um mês de isolamento social, o canal 180 já havia recebido 40% a mais de registros do que no mesmo mês de 2019, e daí em diante a situação não melhorou.

Em Santa Catarina, a Polícia Civil decidiu recorrer à inteligência artificial para intensificar o combate a esses crimes e em 15 dias desenvolveu uma ferramenta que incentiva as denúncias online e faz o registro de boletins de ocorrência, com o uso da tecnologia low-code GeneXus. A funcionalidade foi adicionada ao site da Polícia Civil, com o nome de Delegacia de Polícia Virtual da Mulher, e permanecerá ativa mesmo depois do fim da pandemia.

“A intenção é que as mulheres passem a fazer mais uso da ferramenta, pois além de facilitar as denúncias, na Delegacia Virtual elas podem conhecer mais sobre o tema e entender cada crime existente nessa área e suas penas, além de outras informações relevantes para se proteger”, explica a Polícia Civil catarinense.

A parte técnica da funcionalidade foi desenvolvida pelo Centro de Informática e Automação de Santa Catarina (Ciasc). A tecnologia GeneXus automatiza linguagem de programação tradicionais, o que permite aumentar a visibilidade dos canais de atendimento e acolhimento às vítimas de violência doméstica. Os boletins de ocorrência registrados na Delegacia Virtual são analisados e encaminhados ao distrito policial responsável e, depois da validação, é enviado um número de protocolo com o qual o denunciante pode acompanhar o andamento do caso.

A denúncia é automaticamente incorporada ao Sistema Integrado da Segurança Pública, desenvolvido e mantido pela Coordenadoria de Soluções de Segurança Pública, outro setor do Ciasc. “A GeneXus nos permite colocar mais esforço na definição das regras de negócio e menos na linguagem de programação, ou até mesmo na tecnologia em si. Isso resulta em uma resposta mais rápida e mais eficiência na entrega das demandas”, explica Sandro Magrinelli Vianna, do Ciasc.

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