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Por redação AIoT Brasil

O hondurenho Erasmo Maradiaga, de 26 anos, lutava contra um câncer e em cinco anos havia recebido seis diagnósticos diferentes, até que decidiu procurar a Clínica Mayo, em Jacksonville, nos Estados Unidos, onde uma equipe de médicos fazia pesquisas avançadas na área de robótica. Depois de um exame baseado em uma biópsia guiada por robô, em um procedimento inédito, Maradiaga finalmente descobriu que era portador de um tumor na coluna, sendo encaminhado a tratamento adequado.

O uso do robô é parte de um trabalho liderado pelos neurocirurgiões Selby Chen e Alfredo Quinones-Hinojosa, relatado em uma reportagem do portal norte-americano Free Game Guide. Maradiaga contou que foi muito difícil chegar a um diagnóstico final em Honduras, o que dificultou o planejamento do tratamento. “Os médicos disseram que não tinham tecnologia para fazer a biópsia e o trabalho de patologia. Então me pediram para procurar nos Estados Unido”, explicou, lembrando que chegou a ser diagnosticado como portador de tuberculose.

De acordo com Quinones-Hinojosa, que dirige o Laboratório de Pesquisa em Células-Tronco de Tumor Cerebral na Clínica Mayo, a ideia é acelerar de forma cada vez mais profunda o uso de inteligência artificial e robótica nos procedimentos médicos. “Precisamos pensar no potencial da tecnologia para conseguir fazer diagnósticos mais precisos para pacientes com doenças no cérebro, no sistema nervoso central e na coluna, como é o caso de Maradiaga. É crucial entender todos os dados disponíveis e a maneira como podemos incorporar esses dados às novas tecnologias de imagem, e a robótica será crítica nesse processo”, explicou.

O neurocirurgião disse ainda que o objetivo é expandir essas tecnologias para outras partes do mundo, além dos Estados Unidos: “Talvez daqui a cinco anos eu possa entrar no meu módulo de comando robótico aqui na Clínica Mayo na Flórida e fazer cirurgias no Equador, no Peru, no Brasil ou no Panamá. Este vai ser o futuro. A medicina está mudando, assim como a economia e a tecnologia, e esses avanços podem nos conectar para atender pacientes de todo o mundo”.

Selby Chen, por sua vez, explicou que o braço robótico, denominado Medtronic Mazor X, ajuda a rastrear o caminho certo para a coleta de uma amostra do tumor e, para isso, avalia algumas variáveis de risco: “O robô auxilia na criação da trajetória mais precisa possível até o local da biópsia. O braço robótico se move para a posição e guia a agulha de biópsia ao longo da trajetória pré-determinada”, disse o neurocirurgião. Assim como seu colega Quinones-Hinojosa, o doutor Chen acredita que esse tipo de procedimento está apenas no início e terá um potencial de uso quase incalculável no futuro próximo.

Robô usado durante coleta de amostras para biópsia/Reprodução Clínica Mayo

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