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*Imagem: Reprodução de ilustração publicada no Correio da Unesco

Por redação AIoT Brasil

Quando não há limites nem respeito a valores como ética e privacidade, tudo pode ser usado tanto para o bem quanto para o mal. Essa ideia vale para quase tudo, e em especial para os avanços da tecnologia, mais rápidos do que a capacidade de serem regulados pela sociedade. Se o banco digital facilitou nossa vida, os hackers que criam os golpes e as fraudes podem infernizá-la; se a vigilância eletrônica nos dá mais segurança, também nos expõe à vista de todos; se o Google Maps é perfeito para nos orientar, também é capaz de revelar todos os nossos passos. E se a robótica, a IA, a IoT e os drones criam inúmeras facilidades e abrem novos horizontes, também podem se transformar em armas.

Essas são algumas das questões que estarão em foco no webinar “Inteligência artificial e os robôs assassinos – Mitos, verdade e desafios”, que o Insper promoverá nesta quarta-feira, 2 de junho, a partir das 19 horas. A participação é livre, bastando se inscrever na página do evento.

Com abertura de André Felipe de Moraes Batista e mediação de Nathália Demétrio, docentes do Insper, o webinar será conduzido por Daniel de Souza Carvalho, engenheiro de computação e mestre em engenharia elétrica, e Rodrigo Murta, CEP da startup Looqbox. “A inteligência artificial já é uma realidade, estamos cercados por algoritmos sofisticados em nossos celulares, computadores e em diversos sites e serviços que usamos. Vamos desmistificar os conceitos de IA, o quanto é uma ameaça à humanidade e como podemos usar em nossos projetos e no ambiente corporativo, desenvolvendo uma inteligência artificial do bem”, prometem os organizadores do webinar.

Mas, afinal, existem ou não os tais robôs assassinos? De acordo com o Correio da Unesco, não apenas existem, mas “os Sistemas Autônomos de Armas Letais (LAWS) estão criando uma ‘terceira revolução bélica’, depois da pólvora e das armas nucleares”. E é tempo de começar a se preocupar com o dia em que “exércitos de robôs serão capazes de conduzir conflitos com autonomia completa, sem humanos para comandá-los”.

Em entrevista à revista MIT Technology, o pesquisador Paul Scharre, do Center for a New American Security, disse que as Forças Armadas dos Estados Unidos “têm se interessado cada vez mais” por armas que, utilizando IA, podem identificar, selecionar alvos sem intervenção humana e decidir quem matar. “Embora hoje essas armas sejam consideradas ilegais por não cumprir princípios do direito internacional humanitário, o Departamento de Defesa dos EUA, que antes reiterava a preocupação de sempre manter humanos ‘no controle’, admitiu que poderá rever esta garantia – embora afirme que isso só acontecerá se outros países derem esse passo antes”, disse Scharre.

Esse cenário assustador se contrapõe à “IA do bem” que será abordada no webinar do Insper. Ainda segundo Paul Scharre, os engenheiros de IA terão maior impacto na definição das escolhas relacionadas à utilização de inteligência artificial se eles se envolverem em um diálogo construtivo e contínuo com os formuladores de políticas, ou seja, com as pessoas que detêm o poder, em vez de ficarem restritos à criação de algoritmos, sem preocupação com as consequências.

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