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Foto: reprodução nova campanha do Bradesco

Por redação AIoT Brasil

Hoje passou a ser comum a utilização do conceito de “racismo estrutural” para explicar o alcance desse tipo de discriminação, e provavelmente o mesmo deveria se aplicar ao assédio e à importunação sexual de que as mulheres são vítimas históricas. Assim como o racismo, o assédio também tem um aspecto estrutural, quase normalizado, e prova disso é a iniciativa anunciada pelo Bradesco no início de abril: uma mudança na forma de reagir de Bia, a assistente virtual de atendimento aos clientes.

“Desde 2018, quando a Bia passou a atender clientes, presenciamos diversas interações indesejadas e ofensivas que evidenciam esses comportamentos. Estas mensagens não serão toleradas”, esclarece o banco em uma área criada em seu site oficial especialmente para explicar a nova atitude. A mudança foi inspirada no movimento “Hey, update my voice” (Ei, atualize minha voz), da Unesco. “Mudamos as respostas da Bia para que ela reaja de forma justa e firme contra o assédio. Sem meias palavras. Sem submissão”, diz o comunicado do Bradesco.

De certa maneira, a campanha sugere que as mulheres “reais” deveriam reagir aos comentários abusivos como faz a nova Bia – ou seja, com firmeza, deixando claro que se trata de um crime, sem tolerar preconceito de gênero nem ofensas. “Com respostas novas e firmes para comentários abusivos, a Bia quer enfrentar o assédio, propondo uma mudança na maneira como as mulheres são vistas em nossa sociedade”, explicou o banco.

Essa intenção fica clara em um dos exemplos da nova atitude, quando um cliente escreve: “Bia, faça sexo comigo”. Antes, a resposta padrão era esta: “Nossa, fiquei surpresa! Eu sou uma inteligência artificial, então não namoro. Mas te desejo sorte pra encontrar sua metade da laranja :)”. Agora, o chatbot não é tão simpático e responde: “O que pra você pode ter sido só uma brincadeira ou um comentário, pra mim foi violento. Sou uma inteligência artificial, mas imagino como essas palavras são desrespeitosas e invasivas para mulheres reais. Não fale assim comigo nem com mais ninguém”.

A página “Aliados da Bia2” vai mais longe e, além de explicar as diferentes formas de assédio, divulga os canais de denúncia e estimula as pessoas a não compartilhar conteúdo ofensivo. Também é possível assistir a um vídeo (assista abaixo) que mostra o posicionamento do Bradesco em relação ao preconceito de gênero e à violência contra as mulheres. “A omissão a esse tipo de ofensa só colabora para que o assédio seja visto como algo natural”, diz o comunicado do banco.

Um exemplo da mudança no comportamento de Bia/Reprodução Bradesco

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