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Pagamento com rosto no supermercado Angeloni/Divulgação Angeloni

Por redação AIoT Brasil

Utilizada em escala crescente em sistemas de segurança, no desbloqueio de celulares, nas redes sociais e em aeroportos, a tecnologia de reconhecimento facial começa a ganhar espaço também nos meios de pagamento do varejo de vários países. Na China, por exemplo, o grupo Ant fornece o dispositivo Dragonfly para milhares de pontos de vendas em mais de 300 cidades, e na Rússia uma parceria entre a Visa e a rede bancária Sberbank impulsionou a instalação de leitores de dados biométricos em cerca de 3 mil unidades de supermercados.

No Brasil, a evolução do segmento ainda é tímida, mas começam a se destacar algumas startups dedicadas a essa tecnologia, como a catarinense Payface, que em menos de três anos conquistou clientes na Região Sul e em São Paulo. A fintech oferece uma solução com um algoritmo de inteligência artificial que permite que o cliente se cadastre, adicione um cartão de crédito ou de alimentação e vá ao estabelecimento parceiro para o reconhecimento do rosto. A partir desses dados, na hora de pagar a compra um dispositivo faz a identificação facial mesmo se a pessoa estiver usando máscara de proteção.

Eládio Isoppo, CEO e cofundador da Payface, afirma que esse meio de pagamento ainda não se popularizou no Brasil devido, principalmente, ao pequeno número de empresas que até agora se dispuseram a investir na tecnologia. “Toda forma nova de pagamento demora certo tempo para ser adotada. Quando o pagamento por aproximação do cartão foi lançado, não eram todas as maquininhas que o aceitavam. O reconhecimento facial ainda está engatinhando, mas a pandemia acelerou muito esse processo. A expectativa de aderência em massa que tínhamos passou de 15 anos para cinco”, afirmou.

No futuro próximo, segundo Isoppo, a utilização do reconhecimento biométrico deverá crescer significativamente em três mercados principais: financeiro, e-commerce e serviços como delivery de comida e transporte pessoal. No entanto, os setores pioneiros no país foram as redes de supermercados que buscavam maneiras de reduzir as filas nos caixas e acelerar o processo de compras.

Um dos principais clientes da Payface é a rede regional Angeloni, que tem lojas no Paraná e em Santa Catarina e, em março, implantou o sistema nos caixas rápidos e self-checkouts em uma unidade de Florianópolis. A ferramenta está integrada ao aplicativo do Angeloni e foi adotada como um cuidado a mais na prevenção da covid-19.

Em junho deste ano, a biometria facial da Payface passou a ser usada também na rede paranaense de supermercados Super Muffato, inicialmente numa unidade em Londrina. “Ir ao supermercado sem levar nada, nem bolsa ou carteira, não é mais coisa do futuro. Mais do que uma modernidade, é uma opção de segurança nos tempos atuais, de cuidados e prevenção na pandemia”, disse Fabio Donadon, gerente de tecnologia do Super Muffato, ao anunciar a novidade.

Em São Paulo, a Drogaria Iguatemi também adotou a tecnologia da Payface e iniciou um projeto-piloto numa loja de shopping, com planos de estender o meio de pagamento às demais unidades. Segundo Eládio Isoppo, mesmo depois da pandemia os consumidores vão manter alguns hábitos de compra relacionados à segurança sanitária, o que abre caminho para a expansão da biometria facial.

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