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Por redação AIoT Brasil

Um projeto brasileiro está entre os 12 vencedores da primeira edição do Fundo de Inovação de Cibersegurança, uma iniciativa da Organização dos Estados Americanos (OEA) em parceria com a Cisco e a Citi Foundation. Entre os selecionados na América Latina que se habilitaram a dividir um financiamento de 200 mil dólares – em torno de R$ 1,1 milhão – estão também três propostas da Argentina, três do México, duas do Chile, duas da Colômbia e uma do Uruguai.

O objetivo do fundo é apoiar ideias capazes de resolver alguns dos principais desafios de cibersegurança nas áreas de educação, desenvolvimento de capacidades, cibersegurança para pequenas e médias empresas, infraestrutura crítica, mecanismos de resposta a incidentes e crimes digitais. O anúncio dos vencedores foi feito no final de abril, com a divulgação apenas dos temas dos projetos, sem o nome dos autores. A proposta brasileira foi identificada como “LGPD Data Hunter: desenvolvimento de software de text mining para identificar informações confidenciais armazenadas em dispositivos de organizações”.

Os 12 finalistas foram escolhidos entre 117 candidatos, tendo sido considerados critérios como impacto social, empregabilidade e trajetória da equipe. De acordo com a OEA, mais da metade deles tem foco em gênero e diversidade, tanto em sua liderança como no resultado esperado. Foram os seguintes os projetos selecionados, além do brasileiro:

. Identificação de vulnerabilidades em ambientes de IoT: programa de geração de capacidades de detecção de vulnerabilidades em cenários de internet das coisas (Argentina);

. NGEN: software de infraestrutura programável e configurável capaz de suportar a gestão de incidentes de segurança no ambiente de trabalho de um CSIRT (Argentina);

. GIIS: organização de um grupo de trabalho que estuda e divulga informações positivas sobre o poder e o impacto da engenharia social nas comunidades (Argentina);

. Plataforma de monitoramento de informações sensíveis para entidades do governo federal: ferramenta desenvolvida para identificação, classificação e gestão de dados sensíveis obtidos publicamente (México);

. Internet segura para tod@s: projeto de pesquisa e conscientização sobre políticas públicas e conhecimento das ameaças online a menores de idade (México);

. Interativo sobre segurança digital em língua indígena: portal que oferece recomendações sobre segurança digital para educadores, crianças e adolescentes e pais de comunidades indígenas (México);

. Programemos nosso futuro: treinamento em cibersegurança dirigido a meninas e adolescentes a partir de 13 anos (Chile);

. Swetekno: serviço de transferência de conhecimento em auditorias internas ISO 27001 e análise de indicadores de compromisso (IoC) para pequenas e médias empresas (Chile);

. Hackers wanted: iniciativa para fortalecer as capacidades técnicas e pedagógicas em segurança cibernética na Universidade EAN e desenvolvimento de uma metodologia de apoio à segurança cibernética para empresas (Colômbia);

. Educação digital 360: capacitação de educadores, famílias e crianças e adolescentes em segurança digital (Colômbia);

. ModSecIntl: firewall assistido por modelos de aprendizado de máquina para combater o crime digital (Uruguai).

Alison August Treppel, secretária-executiva do Comitê Interamericano contra o Terrorismo (CICTE), destacou: “Os projetos selecionados para esse fundo representam o enorme potencial da nossa região e o objetivo comum de buscar soluções para problemas complexos. Na OEA, estamos convencidos de que o desenvolvimento dessas iniciativas contribuirá para um ciberespaço mais seguro para os cidadãos das Américas”.

Mario de la Cruz, diretor sênior de assuntos governamentais da Cisco América Latina, disse que é fundamental impulsionar na América Latina uma cultura de inovação e conscientização em matéria de cibersegurança e, ao mesmo tempo, contribuir para a geração de talentos, com as mulheres desempenhando um papel central. “Estamos convencidos de que a OEA é a melhor aliada para alcançar esses objetivos comuns”, afirmou.

Em nome da Citi Foundation, Melissa Pino, vice-presidente de responsabilidade social da instituição bancária, acrescentou “É um orgulho apoiar a diversificação e o acesso a carreiras em cibersegurança e tecnologia. Nossa aliança com a OEA e a Cisco é um exemplo perfeito de como diferentes setores podem se alinhar para fomentar e impulsionar a inovação na região”.

Projetos se propõem a combater ameaças digitais/Reprodução OEA

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