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Um robô pode escrever uma peça de teatro?/Reprodução The Czech Centre London

Por redação AIoT Brasil

O título do espetáculo é autoexplicativo: IA – quando um robô escreve uma peça. Mas isso é possível? A resposta é não, pelo menos por enquanto, mas as possibilidades estão abertas, como mostrou o Teatro Švanda de Praga, na República Tcheca, ao produzir um espetáculo escrito por Tomáš Studeník e David Košťák, com a utilização do programa de inteligência artificial GPT2 e direção de Daniel Hrbek.

O personagem principal é Troy, um robô que tenta conhecer e entender a humanidade, com plena consciência de que é uma máquina criada pelo homem. Ele pode sentir emoções e tem a capacidade de se relacionar com as pessoas, ajuda um desempregado, salva uma vida e consegue até mesmo arranjar uma namorada, depois de uma tentativa de fazer sexo com uma “massagista”. O enredo é repleto de sexo e violência, que surgem a partir do desejo inicial de Troy de ganhar um abraço.

A peça foi encenada pela primeira vez em fevereiro pelo Czech Centre London, em parceria com o Teatro Švanda, e apresentada como um projeto experimental “criado por uma equipe de cientistas da computação e especialistas em drama, liderados por um linguista computacional”. Houve também a colaboração da Faculdade de Matemática e Física da Universidade Charles e da Faculdade de Teatro da Academia de Artes Cênicas, ambas de Praga.

O lançamento fez parte da celebração do 100º aniversário da estreia da peça RUR, do dramaturgo tcheco Karel Čapek, em que o termo “robô” foi usado pela primeira vez. Com 60 minutos de duração, IA – quando um robô escreve uma peça foi encenada em tcheco, com legendas em inglês, e depois da estreia houve um debate em que especialistas em tecnologia e em teatro discutiram o potencial da inteligência artificial na criação de obras de arte. O evento foi transmitido ao vivo na página no Facebook do Czech Centre London.

David Košťák, um dos autores, que supervisionou todo o projeto, explicou que primeiro o modelo de linguagem recebeu os parâmetros básicos e, depois, o texto foi desenvolvido com IA. “Às vezes o computador trocava personagens masculinos e femininos ou se apegava a algo irrelevante”, disse. Ao ser indagado se os programas de computador substituirão completamente os dramaturgos, Košťák respondeu: “Ainda não parece, mas pode ajudar os autores num futuro próximo”.

IA – Quando um robô escreve uma peça / Teatro Švanda de Praga / Crédito: Alena Hrbková

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