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Por redação AIoT Brasil

Provavelmente você nunca ouviu falar em ugarítico, hitita, luviano, lídio ou gálata, e isso é natural. Todas são línguas muito antigas, extintas há vários séculos e sem nenhum falante, com risco real de serem totalmente apagadas da história. Como esses, existe um grande número de idiomas que caíram no esquecimento, porque não há conhecimentos suficientes para decifrar a gramática, o vocabulário e a sintaxe de cada um, com os recursos até agora disponíveis.

Porém, uma equipe de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) quer mudar essa situação e desenvolveu um sistema que utiliza inteligência artificial e aprendizado de máquina para compreender e traduzir línguas antigas. O estudo foi liderado pela professora Regina Barzilay e, de acordo com o MIT, baseia-se em princípios de percepção da linguística histórica, como a previsibilidade em que os idiomas evoluem. Por exemplo, um “p” no idioma mãe pode mudar para um “b” nas versões que se seguem, mas a mudança para um “k” é menos provável, por causa da diferença significativa de pronúncia.

Ao considerarem essas e outras restrições linguísticas, Regina Barzilay e Jiaming Luo, doutorando do MIT, criaram um algoritmo de decifração que pode lidar com o vasto espaço de transformações possíveis e com a escassez de sinais de orientação. O algoritmo aprende a incorporar os sons da linguagem em um espaço multidimensional em que as diferenças na pronúncia são refletidas na distância entre os vetores correspondentes. Assim se torna possível capturar padrões de mudança de linguagem e expressá-los como restrições computacionais. O modelo resultante pode segmentar palavras em um idioma antigo e compará-las com um idioma relacionado.

Simplificando, o sistema se mostrou capaz de decifrar automaticamente um idioma perdido usando um número limitado de palavras. A base do trabalho dos pesquisadores foi um estudo que Barzilay e Luo publicaram no ano passado, em que decifraram línguas mortas como o ugarítico, relacionada às primeiras formas de hebraico. A nova abordagem envolve identificar o significado semântico das palavras, mesmo que não seja possível lê-las. “Por exemplo, podemos identificar todas as referências a pessoas ou locais em um documento, para investigá-las à luz das evidências históricas conhecidas”, explicou Regina Barzilay, que agora pretende expandir essa pesquisa e “ressuscitar” outros idiomas perdidos.

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