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04/09/2026Por Redação10/08/2026Por Ricardo Marques da Silva

O governo da Dinamarca decidiu endurecer as regras de uso de inteligência artificial por alunos do ensino médio, que agora terão de explicar oralmente as redações e os trabalhos que fizeram em casa, a fim de evitar fraudes. Além disso, as escolas serão obrigadas a usar ferramentas de monitoramento para verificar as telas durante as provas escritas e um firewall para filtrar o conteúdo online durante o horário de aulas e provas.
De acordo com a Euronews, as escolas também estão sendo incentivadas a estimular os alunos a fazer trabahos em classe, em condições controladas, a fim de aperfeiçoar as avaliações de desempenho, o fornecimento de feedback e a criação de uma base para um acompanhamento mais preciso. As novas regras começam a valer nesta semana, quando se reiniciam as aulas do ensino secundário na Dinamarca.
Magnus Heunicke, o ministro da Educação dinamarquês, divulgou um comunicado na semana passada para dizer que o conjunto de medidas se destina a evitar que a IA substitua o raciocínio dos estudantes, depois da constatação de que as escolas do país estão enfrentando problemas crescentes com fraudes facilitadas pelas tecnologia. “Vou dialogar com escolas, professores e alunos a respeito do que pode ser feito no curto e no longo prazo, para garantir que a IA não prejudique as habilidades dos alunos e, sobretudo, a capacidade de pensar por si próprios”, explicou Heunicke.
A Euronews lembrou que, segundo um estudo recente, cerca de 54% dos profissionais de ensino europeus acham que a IA proporciona benefícios e desafios para a aprendizagem, enquanto 22% acreditam que essas ferramentas não têm lugar na sala de aula. Por outro lado, o jornal britânico The Guardian informou que na Suécia, país vizinho da Dinamarca, outro estudo revelou que o número de alunos suspensos ou advertidos por uso não autorizado de IA aumentou 688% entre 2023 e 2025.
Depois disso, o governo sueco determinou que fosse investigada e revista a maneira como as escolas estão lidando com fraudes em provas por meio de IA. Ao anunciar a revisão, Lotta Edholm, ministra do ensino secundário da Suécia, afirmou: “Não há razão para ignorar a cola dos alunos. Cola é completamente inaceitável, independentemente da forma como é feita. Isso pode afetar as notas que deveriam refletir o conhecimento dos alunos e, no longo prazo, eles não aprendem o que deveriam”.
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