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Por redação AIoT Brasil

Várias pessoas em diferentes locais participam de uma experiência holográfica colaborativa que usa tecnologia de captura 3D para transmitir imagens reais em uma cena virtual, compartilhada em diferentes tipos de dispositivos. Em resumo, isso é o que promete o Microsoft Mesh, uma plataforma de realidade mista disponibilizada pelo Azure e lançada durante a conferência anual Microsoft Ignite, realizada virtualmente no começo de março, dirigida a desenvolvedores e profissionais de TI.

No evento, participantes da conferência que estavam em escritórios domésticos em todo o mundo se transformaram em avatares, enquanto assistiam às palestras e apresentações, imersas em um mundo holográfico compartilhado. O Microsoft Mesh, segundo a big tec, resultou de anos de pesquisa e desenvolvimento em áreas como rastreamento de mãos e olhos, desenvolvimento de HoloLens, criação de hologramas persistentes e modelos de inteligência artificial aplicados a avatares expressivos.

“Esse tem sido o sonho da realidade mista, a ideia imaginada desde o início. Você realmente sente que está em outro lugar com alguém compartilhando alguma coisa, ou pode se teletransportar de diferentes dispositivos de realidade mista e estar presente com as pessoas, mesmo quando não estão fisicamente juntas”, disse Alex Kipman, um dos líderes da área técnica da Microsoft, que surgiu no palco virtual do Ignite como um holograma.

Nesse cenário de ficção, Kipman teve a companhia de participantes ilustres, como o explorador e cineasta James Cameron, diretor de filmes como O exterminador do futuro, Titanic, Aliens e… Avatar. No “encontro”, também estavam presentes John Hanke, CEO e fundador da empresa de realidade aumentada Niantic, e Guy Laliberté, cofundador do Cirque du Soleil.

Um dos recursos do Microsoft Mesh, chamado de “holoportação”, cria a possibilidade de se projetar para outro lugar, na forma de holografia, e participar de experiências virtuais compartilhadas, tudo abrigado na nuvem inteligente Azure. “Nessas experiências colaborativas, o conteúdo não está dentro do meu dispositivo nem no meu aplicativo. O conteúdo holográfico está na nuvem, e só preciso das lentes especiais que me permitem vê-lo”, explicou Alex Kipman.

Segundo a Microsoft, com os aplicativos habilitados para o Mesh, amigos podem se encontrar e conversar em um espaço virtual compartilhado. Designers e engenheiros que trabalham com modelos físicos 3D – de bicicletas e móveis sofisticados a motores a jato e estádios esportivos – podem se reunir em um espaço virtual, independentemente de sua localização física. Técnicos podem percorrer fisicamente um modelo holográfico de uma fábrica em construção, vendo como todas as peças do equipamento se encaixam em três dimensões, a fim de evitar erros. E projetistas podem se reunir como avatares em torno de um modelo holográfico – um carro, por exemplo – e remover partes do motor e qualquer outra peça. E assim por diante, em aplicações aparentemente intermináveis, em novas camadas de conexão humana.

Imagens holográficas projetadas pela plataforma de realidade mista Microsoft Mesh/Divulgação Microsoft

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