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Por redação AIoT Brasil

“O ecossistema de inteligência artificial da América Latina está começando a emergir, com startups e grandes empresas que implementam análise de dados para resolver problemas críticos que a região enfrenta, incluindo segurança alimentar, cidades inteligentes, recursos naturais e desemprego.” É com essa abordagem otimista que a MIT Technologies Review, a revista do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA), abre o relatório que analisa as tendências de adoção de IA nos países latino-americanos.

De acordo com o estudo, os gigantes globais de IA estão construindo parcerias de pesquisa na região, e entre os exemplos citados estão os acordos de colaboração firmados entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a IBM e entre a produtora de açúcar e etanol Raízen com a Space Time. “Muitos países, incluindo Brasil, México, Chile e Argentina, estão desenvolvendo estratégias públicas de IA”, diz o relatório, acrescentando que as tecnologias de IA deverão acrescentar um ponto percentual ao crescimento econômico anual da região até 2035, “gerando o maior benefício para o Brasil, culminando em um adicional de US$ 432 bilhões ao valor bruto adicionado em 2035”.

Essa avaliação otimista se sustenta na opinião de pesquisadores como Omar Costilla-Reyes, do MIT, que afirmou: “Nós sentimos que os grandes players estão ganhando muito poder na IA. Isso vai ser maior do que a Revolução Industrial em relação às vantagens que trará”. No final de 2019, segundo pesquisa citada no documento, 79% das empresas pesquisadas na região já haviam lançado programas de IA, um nível não muito distante dos 87% na América do Norte e dos 95% na Ásia. “Na América Latina os investimentos também deram frutos, com menos de 2% de entrevistados alegando que as iniciativas tiveram retornos menores do que o esperado”, diz o relatório.

Nem tudo é positivo, evidentemente, e o estudo do MIT cita, por exemplo, a contínua fuga de cérebros, como lembra com ironia o pesquisador Costilla-Reyes: “A América Latina sempre foi aquele lugar onde quem tem talento vai para outro país”. O especialista diz que um dos motivos para isso é a reduzida aplicação de IA e tecnologias avançadas nas universidades da região, assim como a relativa falta de conexão entre a academia e a indústria. A pesquisa mostra também que apenas 4% das empresas latino-americanas usam IA na gestão de recursos humanos, o que representa um fator negativo.

O estudo do MIT cita ainda o Índice Global de Competitividade de Talento produzido pelo Grupo Adecco e lançado no Fórum Econômico de Davos. O estudo classificou 132 países, entre os quais o Chile, que ficou no 31º lugar, e a Argentina, em 50º, enquanto o Brasil conseguiu apenas a 61ª posição, abaixo da Indonésia e apenas uma acima da Mongólia. “No entanto, em uma avaliação feita pela Universidade de Stanford, o Brasil se destacou como um dos cinco mercados de crescimento mais rápido em contratação de IA entre 2015 e 2019, ao lado de Cingapura, Austrália, Canadá e Índia”, acrescenta o relatório.

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