AIoT Brasil BRASIL INTELIGÊNCIA ARTIFICIALE INTERNET DAS COISAS BRASIL

Fechar
A A

Tamanho fonte

Por redação AIoT Brasil

Num país com a dimensão do Brasil, o volume de dados relacionados à prestação de contas de prefeituras, câmaras municipais e governos estaduais é simplesmente incalculável. São bilhões e bilhões de documentos que se acumulam a cada ano, tornando quase impossível o trabalho dos tribunais de contas responsáveis por essa análise, diretamente relacionada à transparência das ações do poder público.

Isso explica por que os tribunais de alguns estados estão investindo cada vez em ferramentas de inteligência artificial, em formação de equipes próprias de TI e em parcerias com universidades. A IA é utilizada, entre outras finalidades, para criar mecanismos de controle que simulam o raciocínio humano e detectam irregularidades na imensa quantidade de documentos utilizados na prestação de contas dos governos.

Um exemplo de como isso é feito foi relatado pela Associação dos Membros de Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) e ocorreu em Goiás, entre 2015 e 2018. A ferramenta de IA analisou 152 mil empenhos e identificou 124 que permitiram a constatação de que um valor acima de R$ 13 milhões havia sido gasto em publicidade do poder público, quando deveria ter sido aplicado em áreas como saúde e educação.

Em abril deste ano o Tribunal de Contas da Paraíba lançou a plataforma Preço de Referência, desenvolvida em parceria com a Universidade Federal da Paraíba e com o governo do estado, para a cotação de produtos. Trata-se da primeira ferramenta que permite fazer cotações em tempo real, a partir do processamento de nada menos do que 1,4 bilhão de cupons e notas fiscais eletrônicas relativos aos mais de 4 milhões de tipos de produtos diferentes vendidos no estado.

Fábio Túlio Filgueiras Nogueira, presidente da Atricon e do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, quer que esse novo tipo de controle seja estendido a todo o país. “Já fizemos reuniões técnicas com o Tribunal de Contas da União com o objetivo de levar essa ferramenta para o Brasil inteiro, inclusive para o governo federal, para que possa servir de suporte ao gestor público”, disse à Agência Brasil.

Segundo Nogueira, hoje os tribunais de contas são os depositários do maior acervo de informações referente à administração pública. “Mas não adianta ter um acervo expressivo se não há instrumentos, ferramentas e tecnologia suficiente para fazer bom uso desses dados”, explicou.

Mais populares

02/06/2022

Inteligência artificial detecta fake news na internet

Leia mais
27/08/2021

Automação doméstica deve crescer 30% no Brasil

Leia mais
13/01/2021

Testamos os recursos tecnológicos do VW Nivus

Leia mais
28/06/2022

Que tal pagar o cafezinho com criptomoeda?

Leia mais
27/06/2022

Como os brasileiros veem as tecnologias wearable

Leia mais
break

Notícias Relacionadas