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Por redação AIoT Brasil

O Hospital de Amor, antes conhecido como Hospital de Câncer de Barretos, está utilizando inteligência artificial nas mamografias, exame capaz de detectar precocemente a incidência de câncer de mama, a principal causa de morte por câncer na população feminina brasileira. Implantada em agosto, a tecnologia digital permite que os exames sejam analisados por meio de dados de um banco de imagens, o que torna o processo mais ágil e preciso.

O sistema, chamado de SmartDR, foi desenvolvido a partir de mamografias feitas no próprio hospital, que soma cerca de 2 mil exames diários e pretende duplicar esse número com o novo recurso. O algoritmo não substitui o radiologista, mas proporciona mais segurança e agilidade ao diagnóstico e está passando por ajustes finais para que possa ser comercializado e utilizado em outros hospitais.

Esse é mais um exemplo de uma série de avanços conseguidos por meio de plataformas de inteligência artificial na busca do diagnóstico precoce, a principal arma contra o câncer de mama. Um estudo publicado em agosto na revista médica JAMA Oncology, que envolveu 8.805 mulheres, na Suécia, fez uma avaliação independente de três algoritmos de IA utilizados no diagnóstico da doença e concluiu que pelo menos um deles foi mais preciso do que a análise dos radiologistas, na primeira leitura.

Os resultados também sugerem que os algoritmos de IA podem ser importantes para identificar falsos negativos nos exames, além de aliviar parte da carga de trabalho dos radiologistas. Uma das plataformas de inteligência artificial alcançou sensibilidade de 81,9%.

Em um artigo publicado em 7 de outubro, o pesquisador e especialista em digital healthcare Guilherme Hummel, coordenador científico do eHealth Mentor Institute, relaciona algumas das novas técnicas de diagnóstico de câncer de mama que incorporam IA, entre as quais a tomossíntese digital, a mamografia espectral aprimorada com material de contraste, as mamografias tridimensionais e as imagens de ressonância magnética ultrarrápidas e ponderadas por difusão, e afirma: “Em todas elas, o núcleo de convergência são os algoritmos de inteligência artificial”.

Hummel acrescenta: “A inteligência artificial deverá ser o grande divisor de águas neste século no diagnóstico dos carcinomas mamários. Ela pode aumentar a precisão, economizar tempo e melhorar a sobrevida do paciente”.

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