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* Foto: Crateras em uma depressão marciana que mostra áreas com tons diferentes/ Divulgação NASA/JPL

Por redação AIoT Brasil

O aprendizado de máquina chegou a Marte. Em outubro, a NASA anunciou que, pela primeira vez, a tecnologia de inteligência artificial foi usada para aperfeiçoar as pesquisas feitas pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), que está na órbita do planeta há mais de 14 anos. O recurso foi desenvolvido pelos pesquisadores de inteligência artificial do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA, no sul da Califórnia, e é utilizado para descobrir e classificar um número maior de crateras em Marte, entre outras aplicações.

Para treinar a ferramenta, chamada de Classificador Automatizado de Crateras de Impacto Recente, os cientistas a alimentaram com 6.830 imagens das câmeras instaladas na MRO, entre as quais a fantástica HiRISE (High-Resolution Imaging Science Experiment), capaz de fotografar um objeto do tamanho de um automóvel na superfície de Marte. A NASA afirma que o novo classificador permitirá uma significativa economia de tempo e trabalho, assim como um aumento no volume de descobertas.

Antes, os cientistas dedicavam várias horas por dia ao estudo das imagens capturadas pelo MRO, em busca de fenômenos como redemoinhos de poeira, avalanches e dunas móveis, além de novas crateras – já foram encontradas mais de mil. Primeiro, a câmera de contexto captura uma imagem de baixa resolução que cobre centenas de quilômetros. Em seguida, com suas lentes poderosíssimas, a câmera HiRISE faz uma busca mais detalhada e registra detalhes das crateras, em alta resolução.

O processo exige paciência, já que um pesquisador gasta cerca de 40 minutos para escanear uma única imagem da câmera de contexto. Com o novo classificador, esse trabalho pode ser feito em apenas 5 segundos, rodando em um cluster do supercomputador do JPL.

“A inteligência artificial não pode fazer o tipo de análise habilidosa que um cientista consegue fazer. Mas ferramentas como esse novo algoritmo abrem caminho para uma empolgante simbiose entre humanos e ‘pesquisadores’ de IA, trabalhando juntos para acelerar a descoberta científica”, disse o cientista da computação Kiri Wagstaff, do JPL.

Crateras de impacto recente fotografadas pela HiRISE/Divulgação NASA/JPL

 

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