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Por redação AIoT Brasil

Os tradutores virtuais para libras Maya e Hugo ganharam um reforço de peso: a startup Hand Talk, dedicada ao desenvolvimento de soluções de acessibilidade, anunciou a criação de uma tecnologia assistiva para reconhecimento de sinais que utiliza inteligência artificial como sensor de movimentos. A novidade foi apresentada durante o evento Link 2021 – Festival Digital de Acessibilidade, que a empresa promove anualmente, e promete “mudar a vida de pessoas surdas no Brasil e no mundo”.

Até agora a Hand Talk oferecia soluções que funcionavam em uma única direção: da língua escrita para a língua de sinais, como o Hand Talk App, que faz tradução automática para libras e língua americana de sinais (ASL), e o Hand Talk Plugin, que no site traduz automaticamente para libras. As duas soluções têm a ajuda dos tradutores virtuais 3D Hugo e Maya, que conseguem interpretar a partir de textos ou áudios, o que foi importante para facilitar a comunicação entre surdos e ouvintes.

A empresa decidiu, então, explorar o caminho inverso e depois de mais de dois anos de pesquisa chegou à solução Motion, uma tecnologia que faz a tradução inversa para línguas de sinais. “O Hand Talk Motion é a realização de um sonho de vários anos: a tradução de línguas de sinais para as línguas orais, completando assim o ciclo da comunicação nas duas vias”, explicou Thadeu Luz, diretor de operações e um dos fundadores da startup, em 2012, ao lado de Ronaldo Tenório e Carlos Wanderlan.

O aplicativo da Hand Talk já foi reconhecido pela ONU como um dos melhores do mundo, por quebrar barreiras de comunicação. A tecnologia Motion vai além e reconhece sinais e frases longas com mais precisão, com potencial de, futuramente, entender e traduzir diferentes contextos e regionalismos. Segundo a empresa, um dia será possível construir modelos de tradução para todos os pares de línguas orais e de sinais existentes, que poderão ser utilizados em todo mundo.

Outra novidade anunciada no evento foi que a Hand Talk Community, uma plataforma colaborativa de coleta de dados que abastece o sistema de IA da startup, antes usada apenas internamente, agora ficará aberta para voluntários fluentes em linguagens de sinais. “Muitas vezes as pessoas surdas vivem como estrangeiras em seu próprio país, pois existe uma enorme barreira de comunicação. Trabalhamos por muito tempo em pesquisas para que a tecnologia pudesse nos proporcionar construir essa disrupção”, acrescentou Ronaldo Tenório, CEO da empresa.

Para ver como o Hand Talk Motion pode ser usado em libras e ASL, assista ao vídeo da Hand Talk.

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