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Por redação AIoT Brasil

O FIT – Instituto de Tecnologia, especializado no desenvolvimento de projetos de inteligência artificial, fez uma parceria com a Nvidia Enterprise para a utilização das GPUs A100 na identificação de falhas em processos industriais. Com base nas tecnologias de aprendizado de máquina e deep learning da companhia norte-americana, foi criado o projeto Smart D, que multiplicou a capacidade de detecção de problemas na manufatura de vários tipos de produtos, de placas solares a celulares.

“Inúmeras vezes, falhas que afetam a qualidade dos produtos só são detectadas no final das linhas de produção ou até mesmo em campo. Isso gera perdas no processo produtivo e perda de clientes, afetados por problemas que poderiam ser evitados. O potencial de reconhecer erros nos estágios iniciais dos processos produtivos minimizou as perdas que viriam se os produtos defeituosos chegassem ao final das suas linhas de produção ou aos clientes”, explicou o Instituto, em comunicado.

Para que isso seja possível, é preciso que as inteligências artificiais sejam devidamente treinadas com centenas de milhares de dados, imagens e sons, e é nessa etapa que entram aprendizado de máquina e deep learning. As tecnologias permitem que as IAs transformem as informações captadas no ambiente industrial em conhecimento, que é utilizado para reconhecer padrões e erros.

O processamento dessa carga de dados nas fases de treinamento da IA requer uma infraestrutura de hardware avançada, como a fornecida pelas GPUs. De acordo com Marcelo Marcomini, executivo de inovação e indústria 4.0 do FIT, a tecnologia da Nvidia Enterprise representou um importante diferencial de performance específico para os treinamentos dos modelos de IA. “Por exemplo, tornou possível a execução de algoritmos de detecção de falhas em mais de 100 mil imagens utilizadas durante as pesquisas de visão computacional em placas solares. São soluções de IA resolvendo problemas do mundo industrial real”, acrescentou.

Marcio Aguiar, diretor da divisão Enterprise da Nvidia para América Latina, disse que no desenvolvimento do projeto Smart D foi utilizado um supercomputador com duas GPUs Nvidia A100. “Os resultados são claros. O projeto triplicou a capacidade de identificação de falhas na manufatura de equipamentos, e isso não é pouca coisa. É justamente essa a diferença que muda tudo quando se usa GPUs para ensinar IAs”, afirmou.

O FIT, que tem sedes em Sorocaba (SP), Jaguariúna (SP) e Manaus (AM), já investiu em outro supercomputador similar, com a mesma configuração, assim como na criação de ambientes específicos para projetos de IA, com a utilização das soluções da Nvidia Enterprise. “Tornar a inteligência artificial cada vez mais flexível dentro de um mesmo escopo de aplicação é um desafio a ser perseguido. Investir em IA em projetos relacionados à sustentabilidade é outro caminho que o instituto vê em seu futuro”, acrescentou Marcomini.

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