AIoT Brasil BRASIL INTELIGÊNCIA ARTIFICIALE INTERNET DAS COISAS BRASIL

Fechar
A A

Tamanho fonte

Por redação AIoT Brasil

O porco está no topo da lista, mas outros animais também devem ser considerados de alto risco na vigilância de novas cepas de coronavírus, entre os quais o morcego, a civeta, o pangolim e – sim! – o gato doméstico. Essa foi uma das conclusões de um surpreendente estudo feito por cientistas da Universidade de Liverpool, na Inglaterra, publicado há poucos dias na revista Nature.

Os pesquisadores utilizaram inteligência artificial e aprendizado de máquina para projetar as relações existentes entre 876 espécies hospedeiras de mamíferos e 411 cepas de coronavírus, de diferentes bancos de dados genômicos. A observação foi feita a partir de três perspectivas complementares (viral, mamífero e rede), que permitiram distinguir diversas espécies. “Nossos resultados demonstraram uma grande subavaliação da escala potencial de nova geração de coronavírus em animais selvagens e domesticados. Identificamos espécies de alto risco para vigilância do coronavírus”, alertam os cientistas.

Desenvolvido por Maya Wardeh, Matthew Baylis e Marcus Blagrove, o estudo afirma que há 11,5 vezes mais associações entre coronavírus e hospedeiros e 30 vezes mais potenciais hospedeiros de recombinação SARS-CoV-2 do que se conhecia até então, assim como mais de 40 vezes mais espécies de hospedeiros com quatro ou mais subgêneros diferentes de coronavírus. Foram identificadas 126 espécies que podem ser hospedeiras, das quais o porco doméstico se revelou capaz de abrigar 121 novos tipos de coronavírus, seguindo-se o morcego-ferradura (67), a civeta asiática (32) e o pangolim (14) – a civeta, nativa do sul e sudeste da Ásia, é usada na produção do café mais caro do mundo, o kopi luwac, e o pangolim é uma espécie de tatu que vive na Ásia e na África.

Além desses animais, o algoritmo utilizado no estudo indicou outras espécies que anteriormente não haviam sido relacionadas com o coronavírus, como o ouriço, o coelho europeu, o morcego amarelo asiático, o chimpanzé, o macaco verde africano e o gato doméstico – este último, talvez a maior surpresa da lista. “Esses hospedeiros representam novos alvos para a vigilância de novos coronavírus patogênicos”, afirma o estudo.

No círculo estão os principais hospedeiros de coronavírus, com a probabilidade de associação de cada um com o SARS-CoV-2/Divulgação Wardeh, Baylis e Blagrove

Mais populares

02/06/2022

Inteligência artificial detecta fake news na internet

Leia mais
27/08/2021

Automação doméstica deve crescer 30% no Brasil

Leia mais
13/01/2021

Testamos os recursos tecnológicos do VW Nivus

Leia mais
28/06/2022

Que tal pagar o cafezinho com criptomoeda?

Leia mais
27/06/2022

Como os brasileiros veem as tecnologias wearable

Leia mais
break

Notícias Relacionadas