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Por redação AIoT Brasil

A vaidade move também a tecnologia, e prova disso é a novidade lançada pela startup australiana Qoves Studio: nada menos do que “uma ferramenta de avaliação facial” que promete mensurar o grau de beleza e a capacidade de atração de uma pessoa, com base na análise dos traços do rosto. Com utilização de inteligência artificial, o algoritmo vai além e chega a indicar produtos estéticos e até mesmo cirurgias “para consertar o que está errado em você”.

Qoves Studio/Divulgação

No mínimo, a Qoves conseguiu provocar polêmica mundo afora e se tornou pauta de várias reportagens, uma delas no jornal britânico The Guardian, que publicou uma reportagem para expressar sua preocupação com um possível reforço de preconceitos. Também a prestigiada revista MIT Technology abordou o assunto e fez um teste que apontou pelo menos dez “falhas estéticas” no rosto da repórter.

O artigo do Guardian, assinado por Arwa Mahdawi, lembra que nos últimos anos os médicos têm relatado um número preocupante de pessoas que buscam cirurgias desnecessárias, apenas para se tornarem parecidas com as fotos tratadas com filtro que inundam as redes sociais. O jornal define o algoritmo como “tendencioso e capaz de influenciar o conteúdo do que vemos”. E conclui: “Embora isso seja perturbador o suficiente, é parte de um problema maior, e parece que a tecnologia está nos tornando muito mais obcecados pela imagem”.

Em sua defesa, o fundador da Qoves, Shafee Hassan, disse à MIT Technology Review que a pontuação de beleza já é uma prática generalizada, utilizada largamente pelas plataformas de mídia social para identificar rostos atraentes e dar-lhes mais destaque. Com IA, a ferramenta é treinada para avaliar centenas de milhares de fotos com base em padrões determinados, que tanto são subjetivos como podem conter um viés racista e preconceituoso.

Em seu site, a Qoves oferece uma versão gratuita da ferramenta de avaliação, que apresenta uma lista de “falhas previstas” e sugere mudanças no rosto, por meio de cosméticos ou de intervenções mais radicais. A versão paga inclui um relatório de estética que promete ser uma aula de harmonia facial e um par de “calibradores de crânio” que serviriam para encontrar uma suposta média cefalométrica.

No fim, tudo gira em torno da vaidade e da obsessão pela beleza, ampliadas pelas redes sociais e capazes de causar problemas de ansiedade e baixa autoestima. A Qoves não é a primeira empresa a perceber e explorar esse transtorno, e certamente não será a última.

*Imagem: Qoves Studio/Divulgação

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