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Por redação AIoT Brasil

A doença de Alzheimer, responsável por cerca de 50% a 70% de todos os casos de demência, afeta a memória e outras capacidades cognitivas e comportamentais e interfere significativamente na possibilidade de uma vida normal. Estima-se que, atualmente, 50 milhões de pessoas sofrem com demência no mundo, número que passará de 150 milhões em 2050. O grande problema é que ainda não existe um teste específico para diagnosticar precocemente a doença.

Agora, uma equipe de pesquisadores da IBM e da Pfizer deu um passo importante para prever o aparecimento de Alzheimer, e de uma forma surpreendente: pela análise da escrita, usando ferramentas de inteligência artificial. Em um estudo publicado na revista científica The Lancet, eles afirmaram que foi obtido um índice de 75% de acerto na previsão de casos da doença.

O método de trabalho foi simples e engenhoso. Os pesquisadores buscaram 703 amostras de textos escritos anos atrás por 270 participantes do Framingham Heart Study, um programa de longa duração do governo dos Estados Unidos realizado desde 1948 para monitorar a saúde geral da população. Eles então selecionaram 80 pessoas cognitivamente normais na época e, a partir dos textos que elas escreveram, com descrição de imagens, estudaram o desempenho e as variáveis linguísticas mais relevantes, utilizando um programa de modelagem preditiva da IBM.

Com essa ferramenta de IA, os cientistas encontraram diferenças sutis de linguagem, como repetição de palavras, erros de grafia e estilo de escrita mais direto em alguns dos autores dos textos, e foram justamente estes que anos depois desenvolveram Alzheimer. Isso significa que a aplicação do mesmo processo, hoje, levará a descoberta de padrões linguísticos que permitirão o diagnóstico precoce da doença, com 75% de acerto.

“Não tínhamos pressupostos anteriores de que o uso de palavras mostraria alguma coisa”, disse Ajay Royyuru, pesquisador da IBM, em entrevista ao jornal The New York Times. O especialista Michael Weiner, que pesquisa a doença de Alzheimer na Universidade da Califórnia, afirmou que o estudo da IBM e da Pfizer é inovador: “Esse é o primeiro relatório que vi que pegou pessoas que são completamente normais e previram com alguma precisão que teriam problemas anos depois”.

De acordo com o estudo, as pessoas adotam padrões de linguagem distintos que podem servir de sinais de alerta para o aparecimento não só de Alzheimer, mas também de uma ampla variedade de doenças neurológicas. Dessa maneira seria possível adotar tratamentos preventivos para reduzir os efeitos negativos desses males, até que as pesquisas finalmente avancem ao estágio da cura.

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