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Por redação AIoT Brasil

A inteligência artificial está avançando rápido demais nos negócios e questões sobre ética preocupam os executivos responsáveis pela tomada de decisões nas empresas.  Essas foram algumas das conclusões do estudo “Prosperando em um mundo de IA” (Thriving in an AI World, em inglês), conduzido pela consultoria KPMG em sete setores-chave. Os participantes da pesquisa demonstraram uma evidente preocupação com o avanço da IA, principalmente em relação a questões como ética, governança e regulamentação.

Frank Meylan, sócio-líder de tecnologia, transformação digital e inovação da KPMG no Brasil e na América do Sul, confirmou esse receio e observou: “Como o avanço da IA está sendo muito rápido, há um debate relevante em andamento sobre essas questões. Muitos desses líderes não conseguem ter uma visão clara do que suas organizações estão fazendo para controlar e governar a IA e temem que os riscos estejam aumentando”.

De fato, grande parte dos executivos dos setores de produção industrial (55%), varejo (49%) e tecnologia (49%) disse que a IA está avançando mais depressa do que deveria em suas áreas de atuação. As preocupações são particularmente pronunciadas entre empresas de menor porte (63%), profissionais com alto conhecimento de IA (51%) e dirigentes das gerações Z e Y (51%), ou seja, os nascidos a partir de 1982.

“Estamos observando níveis muito elevados de apoio em todos os setores para uma maior regulamentação da IA”, disse Ricardo Santana, sócio-líder de data & analytics da KPMG no Brasil. “Como a tecnologia avança muito rapidamente, um ambiente regulatório mais robusto pode ajudar a facilitar seu desenvolvimento. Também pode ajudar a eliminar barreiras não intencionais, oriundas de outras leis e regulamentos, decorrentes da falta de maturidade das normas legais e técnicas”, explicou.

Por outro lado, líderes de ciências da vida e saúde estão extremamente confiantes na capacidade da AI de monitorar a disseminação de casos de covid-19 (94% e 91%, respectivamente) e ajudar no desenvolvimento de vacinas (90% e 94%) e na distribuição (90% e 88%) dos imunizantes.

A pandemia acelerou significativamente o ritmo de implantação de recursos de inteligência artificial nas empresas de todo o mundo, que se mostram confiantes no potencial dessa tecnologia para ajudar a enfrentar alguns dos desafios mais críticos da atualidade, como o rastreamento da covid-19 e o desenvolvimento de vacinas. Além disso, acima de 80% dos líderes das companhias afirmaram que a IA ajudou seus negócios durante a crise sanitária.

De maneira geral, os entrevistados na pesquisa têm opinião favorável quanto ao impacto da IA nas empresas. Por setor de atividade, os executivos afirmaram que a IA é pelo menos moderadamente funcional em suas organizações, na seguinte proporção: produção industrial, 93%; serviços financeiros, 84%; tecnologia, 83%; varejo, 81%; ciências da vida, 77%; saúde, 67%, e governo 61%.

Para a elaboração do estudo, a KPMG ouviu 950 decisores das área de negócios e de TI que trabalham em empresas de sete setores: tecnologia, serviços financeiros, produção industrial, saúde, ciências da vida, varejo e governo.

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