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Por redação AIoT Brasil

Em abril deste ano houve mais de 180 avistamentos diários de embarcações chinesas perto da fronteira marítima da Coreia do Norte, e essa situação preocupa a Coreia do Sul, que suspeita da ocorrência de venda ilegal de licenças de pesca por parte do vizinho com o qual não mantém boas relações. O número desses barcos pesqueiros foi três vezes superior ao de um ano atrás, e além da questão da sustentabilidade da vida marinha o governo sul-coreano alerta para os riscos que impõem à segurança náutica no mar Amarelo. Por isso, o país decidiu recorrer à tecnologia, principalmente aos drones de vigilância e à inteligência artificial.

O objetivo é monitorar barcos chineses irregulares que pescam na região e reunir informações para mostrar à opinião pública mundial o que vem acontecendo. “Quando se trata de pesca ilegal, sejam embarcações estrangeiras, sejam domésticas, nós vamos reprimir”, disse Moon Seong-hyeok, ministro dos Oceanos e Pescas da Coreia do Sul.

De acordo com um oficial da Guarda Costeira Especial sul-coreana, criada em 2017 especialmente para coibir a prática, a China não respeita os limites entre os países e comete violações constantes: “Os barcos chineses geralmente aproveitam a escuridão da noite para descer ao sul da linha limite do norte e envolverem-se na pesca ilegal”, disse o militar ao site Ásia News, que relatou esse novo foco de tensão entre as duas Coreias, divididas desde 1945, quando terminou a Segunda Guerra Mundial. Agora, no entanto, a acusação se dirige diretamente à China, cujo governo permitiria intencionalmente a atividade dos barcos pesqueiros ilegais.

Só neste ano a Guarda Costeira Especial apreendeu sete barcos chineses e forçou outros 360 a deixarem os pesqueiros próximos à linha limite norte, o que envolve um trabalho arriscado, que já provocou a morte de um policial. Um sargento da força sul-coreana disse à Ásia News: “No passado eles empunhavam facas, machados e outras armas para nos afastar, mas hoje em dia usam um método diferente. Eles se trancam na cabine e na sala das máquinas e fogem para o norte”.

Os recursos de inteligência artificial que a Coreia do Sul começou a usar servirão, principalmente, para denunciar as violações e forçar uma investigação capaz de esclarecer a suposta venda ilegal de licenças de pesca feita pela Coreia do Norte às embarcações chinesas. A tecnologia deve aprimorar os sistemas de vigilância marítima e documentar as alegações que serão apresentadas no encontro anual programado para junho entre autoridades sul-coreanas e chinesas, em busca de uma solução pacífica para reprimir a pesca ilegal.

Barcos pesqueiros no mar Amarelo preocupam a Coreia do Sul/Reprodução Asia News

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