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* foto:  painéis solares do Complexo de Coremas/Divulgação Rio Alto Energias Renováveis

Por redação AIoT Brasil

A Huawei anunciou que fornecerá soluções de inteligência artificial para as próximas etapas do Complexo Solar de Coremas, que está sendo construído na Paraíba pelo grupo privado Rio Alto Energias Renováveis. O projeto de ampliação prevê cinco novas usinas, que fornecerão 156 megawatts de energia a partir do segundo semestre de 2021, completando as três unidades já instaladas no que será o maior parque solar do país.

Entre os equipamentos a serem fornecidos pela companhia chinesa estão 760 unidades de inversores string inteligentes, 24 estações de transformadores inteligentes (STS), sistema avançado de rastreamento de ponto de potência máxima e um novo algoritmo de conexão com a rede com tecnologia de IA, com a solução FusionSolar 6.0. A expectativa é que a IA proporcione uma redução de mais de 5% no custo nivelado de energia e aumente em 2% o rendimento.

Os 280 mil painéis solares já instalados nos três primeiros parques de Coremas têm capacidade para atender cerca de 90 mil residências, número que chegará a 300 mil quando o complexo estiver concluído, em junho do próximo ano, quando devem entrar em funcionamento todos os 700 mil painéis previstos. O parque Coremas III, terceira etapa do projeto, foi inaugurado em 17 de setembro.

Porém, o aproveitamento máximo do potencial dos equipamentos só ocorrerá quando a rede 5G estiver adotada de forma ampla no Brasil, o que ainda depende do leilão de frequência marcado para o próximo ano. Vale lembrar que o governo de Donald Trump faz uma forte pressão contra a Huawei, o que pode influenciar a escolha da fornecedora da rede no Brasil.

Rafael Brandão, cofundador e diretor executivo da Rio Alto, explicou por que optaram pela empresa chinesa: “Fomos à China e analisamos a tecnologia e os custos aplicados no mercado brasileiro e ficamos impressionados com os investimentos da Huawei em pesquisa e desenvolvimento, o que faz todo o sentido para nós”, afirmou.

As usinas solares ainda têm participação pequena na matriz energética brasileira, de apenas 1,4%, enquanto as hidrelétricas lideram, com 63,8%, seguindo-se a energia eólica, com 9,3%, e biomassa e biogás, com 8,9%. Contudo, de acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, o setor está em expansão e, em dois anos, desde julho de 2018, cresceu cinco vezes, de 588,7 MW para 3 mil MW, com 255 mil sistemas instalados no país.

 

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