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*Foto: Linha de produção de vacinas do Butantan/Reprodução Instituto Butantan

Por redação AIoT Brasil

O município paulista de Serrana, na região de Ribeirão Preto, com 45 mil habitantes, que apresentava números alarmantes de contaminação de covid-19, foi transformado pelo Instituto Butantan em um laboratório de teste de vacinação em massa. É o Projeto S, que tem o objetivo de comprovar a eficácia da CoronaVac e avaliar o tempo necessário para que se atinja a imunidade de grupo. Em apenas 11 dias, na segunda quinzena de fevereiro, 11.895 moradores já haviam recebido a vacina, o que corresponde a 41,9% do público-alvo, formado apenas por voluntários maiores de 18 anos, em determinadas condições de saúde.

Para chegar a esse resultado, o Butantan, que é vinculado ao governo do estado de São Paulo e desenvolveu a CoronaVac em parceria com a biofarmacêutica chinesa Sinovac Biotech, contou com o apoio da inteligência artificial. A fim de monitorar o ritmo de contaminação, esclarecer as dúvidas das pessoas e estimular a vacinação, o Butantan recorreu a um aplicativo e a uma assistente virtual, a Tainá, que utiliza a tecnologia Watson, da IBM. A ferramenta foi criada por meio de um trabalho conjunto de infectologistas do Instituto com a startup brasileira Global Health Monitor (GHM) e a Ezok.

Henrique Mendes, CEO da Global Health Monitor explicou que o “cérebro” do chatbot foi desenvolvido para interagir também com todos os habitantes de Serrana: “A Tainá ajuda as pessoas a encontrar o local de vacinação mais próximo de sua residência e tira dúvidas em relação à vacina, sintomas e protocolos”, disse. O diretor de tecnologia da startup, Adam Barão, acrescentou: “Além de informar o usuário, Tainá facilita a disseminação de informações corretas sobre a pandemia e o processo de vacinação. A agilidade também é um diferencial. O cidadão consegue interagir em tempo real e obter em instantes a informação necessária”.

Tainá, a assistente virtual pró-vacina do Butantan/Divulgação Global Health Monitor

Segundo a empresa, foram necessários mais de nove meses de trabalho até chegar à versão da ferramenta utilizada pelo Butantan. Os últimos grupos de moradores de Serrana começaram a receber a primeira dose da CoronaVac em 3 de março e a aplicação seguirá até o dia 14. A segunda dose começará a ser aplicada entre o 21º e o 30º dia depois da primeira, o que significa que em abril todo o público-alvo do Projeto S estará imunizado. Os resultados completos serão divulgados em maio e deverão ser importantes para compreender melhor os efeitos da vacina.

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