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Por redação AIoT Brasil

Cada uma a seu modo, as grandes empresas de tecnologia como Google, Nvidia e Amazon estão desenvolvendo ferramentas de inteligência artificial para um público específico: os médicos. E, por tabela, quem mais deve se beneficiar será o paciente, que poderá receber mais atenção e ter seus registros de saúde avaliados de maneira mais eficiente. Em consequência, terá um diagnóstico e um tratamento mais precisos.

Um dos problemas dos médicos, segundo matéria do portal norte-americano Fast Company, é inserir nos registros digitais as informações colhidas nas consultas com os pacientes, à medida que mais e mais redes de hospitais utilizam ferramentas de transcrição de voz baseadas em inteligência artificial. A maioria dos médicos simplesmente não confia nas ferramentas de transcrição disponíveis, por não achar que são suficientemente precisas. Ou seja, o problema foi criado pela tecnologia, portanto só pode ser resolvido por mais tecnologia.

Para isso, o Google lançou há poucos dias um software de aprendizado de máquina em código aberto que ajudará os médicos a entender melhor os registros médicos dos pacientes, em uma plataforma com dois programas. O primeiro utiliza linguagem natural relacionada à saúde para verificar o histórico do paciente por meio de informações de diferentes fontes e organizar tudo em um formato padrão.

O segundo é o AutoML Entity Extraction for Healthcare, um kit de ferramentas que ajuda o médico a extrair dados específicos do prontuário do paciente, até mesmo registros de mutações genéticas, para fundamentar um diagnóstico. De acordo com o Google, ambas as ferramentas estarão disponíveis gratuitamente para médicos, seguradoras e empresas biomédicas agora em dezembro.

Também a Amazon e a Microsoft criaram softwares com o mesmo objetivo e investem cada vez mais na área da saúde, em busca de novas fontes de receita. A Nvidia, que se concentra mais em tecnologias de imagem, percebeu a oportunidade e lançou um serviço chamado BioMegatron, que reconhece a linguagem coloquial e se baseia em um imenso conjunto de termos médicos, com precisão de 92% na transcrição.

Um estudo publicado pela Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos mostrou que os médicos dos setores de emergência dos hospitais gastam mais tempo inserindo dados em registros eletrônicos do que em qualquer outra atividade, incluindo o atendimento direto ao paciente. Ao longo de um plantão de 10 horas, os médicos de um pronto-socorro deram nada menos do que 4 mil cliques no computador, para registrar as informações recebidas oralmente. Evidentemente, ferramentas capazes de reduzir esse trabalho vão permitir que os médicos se concentrem no que de fato interessa.

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