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Por redação AIoT Brasil

As prioridades dos líderes de TI em 2022 devem refletir a necessidade de gerar crescimento por meio de conexões digitais diretas com os clientes e encontrar soluções que multipliquem a força dos recursos de tecnologia. É o que afirma David Groombridge, vice-presidente de pesquisa do Gartner, instituto que acaba de divulgar as principais tendências para o próximo ano na área de tecnologia.

Os executivos da área também devem criar bases técnicas cuja capacidade de escalabilidade seja capaz de liberar dinheiro para investimentos digitais, disse Groombridge, que acrescentou: “Esses imperativos formam os três temas das tendências para 2022: confiança na engenharia, mudanças esculpidas e crescimento acelerado”.

A partir desse cenário e com base em uma pesquisa entre as organizações, o Gartner identificou as principais tendências estratégicas de tecnologia para 2022, a começar pela inteligência artificial generativa, uma das técnicas de IA que chegam com mais força ao mercado, com métodos de aprendizado de máquina.

“A inteligência artificial generativa pode ser usada para uma série de atividades, como a criação de códigos de software, o desenvolvimento de medicamentos e o marketing direcionado. Todavia, se usada indevidamente, essa tecnologia pode facilitar golpes, fraudes, desinformação política, identidades forjadas e muito mais. Até 2025, prevemos que a inteligência artificial generativa responderá por 10% de todos os dados produzidos, bem acima do 1% alcançado hoje”, explicou a consultoria.

Outra tendência a ser observada é a data fabric, ou malha de dados, que ocorre pela integração flexível entre plataformas e usuários de negócios, para simplificar a infraestrutura da organização. Segundo o Gartner, o valor real da malha é sua capacidade de tornar mais dinâmico o uso de dados, por meio de análises incorporadas que reduzem em até 70% os esforços de gerenciamento das informações e aceleram o tempo de valorização.

O estudo aborda também a tendência de consolidação do conceito de empresa distribuída, nesse período em que se mantêm os padrões de trabalho remoto e híbrido. “Isso requer que os executivos de TI façam grandes mudanças técnicas e de serviços para oferecer experiências de trabalho sem atrito, mas há um outro lado nessa moeda: o impacto nos modelos de negócios. Para cada empresa, do varejo à educação, o modelo de entrega tem de ser reconfigurado para abraçar os serviços distribuídos”, disse Groombridge.

Em relação às plataformas nativas da nuvem (ou cloud-native platform), o Gartner prevê que esse modelo servirá de base para mais de 95% das novas iniciativas digitais até 2025, ante menos de 40% em 2021, como substituto da migração “lift and shift”.

A hiperautomação foi igualmente destacada, para identificar e completar rapidamente o maior número possível de processos. “A pesquisa do Gartner mostrou que as equipes de hiperautomação de alto desempenho se concentram em três prioridades fundamentais: melhorar a qualidade do trabalho, acelerar os processos de negócios e aumentar a agilidade da tomada de decisões”, disse Groombridge.

O estudo também citou como tendências estratégicas a inteligência de decisão, como uma fonte significativa de vantagem competitiva, e as aplicações compositivas, para permitir a criação de uma arquitetura tecnológica que suporte mudanças rápidas, seguras e eficientes. Também merecem atenção as técnicas de melhoria de privacidade (privacy-enhancing computation), que protegem informações pessoais e confidenciais e a malha de segurança cibernética, que ajuda a fornecer uma estrutura de proteção de todos os ativos, independentemente da localização.

Por último, o relatório do Gartner apontou o conceito de experiência total, uma estratégia de negócios que combina as disciplinas de experiência do cliente, do funcionário e do usuário e a multiexperiência, assim como a engenharia de inteligência artificial, uma abordagem integrada para modelos operacionais de IA. “Até 2025, os 10% das empresas que estabelecerem as melhores práticas de engenharia de IA gerarão pelo menos três vezes mais valor pelos seus investimentos nessa tecnologia do que os 90% das empresas que não o fazem”, disse David Groombridge.

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